Prefeitura de Goiânia faz alerta para quem for assistir Copa do Mundo nos Estados Unidos, México e Canadá
Comunicado foi feito em um contexto onde as próprias autoridades norte-americanas exibem posicionamentos controveros com vacinas

Com os surtos ativos de sarampo nos Estados Unidos, México e Canadá, a Prefeitura de Goiânia acendeu o alerta para os torcedores que planejam viajar para a Copa do Mundo FIFA 2026.
A preocupação da pasta aumenta diante do cenário local: a cobertura vacinal na capital goiana está abaixo da meta de 95% estipulada pelo Ministério da Saúde.
Atualmente, apenas 84,85% das crianças menores de 2 anos receberam a primeira dose da vacina tríplice viral, e o índice despenca para 67% na segunda dose.
Além disso, os países-sede da competição passam por surtos da doença, o que pode culminar em uma retransmissão do vírus para a cidade.
O imunizante, que protege contra sarampo, caxumba e rubéola, está disponível gratuitamente pelo Sistema Único de Saúde (SUS) em 63 postos da capital.
Faixa etária
Para os viajantes, a Prefeitura informou que as regras de imunização variam por faixa etária. Adultos de 30 a 59 anos necessitam de ao menos uma dose registrada. Já o público que vai dos 12 meses aos 29 anos de idade precisa comprovar o esquema completo com duas doses.
A atenção deve ser redobrada com os bebês de 6 a 11 meses. Para esse grupo, a SMS recomenda a aplicação da “dose zero” pelo menos 15 dias antes da viagem, tempo necessário para o corpo produzir anticorpos.
“Essa dose é indicada para proteger bebês que ainda não chegaram à idade prevista para iniciar o esquema regular de vacinação, mas que estarão expostos a áreas com transmissão ativa do sarampo. É uma medida importante de proteção individual e coletiva”, explica a gerente de Imunização da SMS, Nayara Ferreira.
A gerente lembra que a dose zero funciona estritamente como proteção antecipada e não invalida o calendário de rotina. Assim que completar 1 ano, a criança deve seguir o cronograma padrão e tomar as duas doses previstas.
“A vacinação é a forma mais eficaz de prevenir o sarampo e evitar a reintrodução da doença no Brasil. Por isso, é fundamental que os viajantes procurem as unidades de saúde e verifiquem a situação vacinal antes do embarque”, reforça.
Orientações e sintomas
Goiânia não registra casos confirmados de sarampo desde 2019. Para manter o histórico positivo, a secretaria orienta que os passageiros monitorem a saúde durante e após a estadia no exterior.
Sintomas como manchas vermelhas na pele, febre, conjuntivite, tosse e coriza servem de aviso. Caso apareçam, o cidadão deve buscar assistência médica imediata e relatar o deslocamento internacional ao profissional de saúde.
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