Vila Nova e Goiás trocam acusações após briga generalizada em jogo do Campeonato Goiano Sub-17

Tumulto levou o árbitro a encerrar a partida aos 28 minutos do segundo tempo

Augusto Araújo Augusto Araújo -
Vila Nova e Goiás trocam acusações após briga generalizada em jogo do Campeonato Goiano Sub-17
Confusão ocorreu no CT Vila do Tigre, que teve estrutura danificada após tumulto. (Fotos: Divulgação/Vila Nova)

Uma confusão generalizada marcou o clássico entre Vila Nova e Goiás, válido pela semifinal do Campeonato Goiano Sub-17, disputado na sexta-feira (12), no CT Vila do Tigre.

Após o tumulto, os dois clubes divulgaram notas oficiais com versões diferentes sobre o que aconteceu e trocaram acusações sobre os episódios de violência registrados durante a partida.

Dentro de campo, o Vila Nova venceu o Goiás por 2 a 0 e garantiu vaga na final da competição, avançando com placar agregado de 4 a 1.

Em nota, o Vila Nova afirmou que os problemas começaram logo no início do segundo tempo, quando um jogador do Goiás expulso teria danificado a porta do vestiário destinado aos visitantes.

Segundo o clube colorado, outro atleta esmeraldino foi expulso após agredir um jogador do Vila Nova com um pontapé, o que deu início a uma confusão que teria sido contida.

Ainda conforme o Tigre, uma nova briga envolvendo atletas do Goiás e um gandula do Vila Nova provocou um tumulto generalizado, levando o árbitro a encerrar a partida aos 28 minutos da etapa final.

Após o encerramento do jogo, o clube informou que constatou novos danos ao patrimônio, incluindo avarias no vestiário da equipe visitante e a quebra de uma pedra de mármore no banheiro.

O Vila Nova afirmou ainda que todos os envolvidos foram encaminhados às autoridades para prestar esclarecimentos e destacou que cumpriu os protocolos de segurança exigidos para a realização da partida.

“O Vila Nova Futebol Clube repudia veementemente qualquer ato de violência, dentro ou fora de campo”, afirmou o clube em nota.

Goiás acusa funcionários do Vila Nova de agressão

Já o Goiás apresentou uma versão diferente dos acontecimentos. Em comunicado oficial, o clube esmeraldino afirmou que dois atletas menores de idade e um integrante da comissão técnica foram agredidos fisicamente por funcionários do Vila Nova.

Segundo o Goiás, os envolvidos registraram boletim de ocorrência, passaram por exame de corpo de delito e recebem apoio jurídico, médico e institucional do clube.

A diretoria esmeraldina também afirmou que a partida foi suspensa por falta de segurança, classificou a situação como “inadmissível” e cobrou uma apuração rigorosa dos fatos.

O clube também destacou que, na avaliação da diretoria, episódios semelhantes já teriam ocorrido anteriormente em confrontos das categorias de base entre as duas equipes no CT adversário.

“O Goiás Esporte Clube buscará a responsabilização dos envolvidos na esfera criminal e desportiva”, diz trecho da nota.

Confira a nota na íntegra publicada pelo Vila Nova:

“O Vila Nova Futebol Clube vem a público esclarecer os fatos ocorridos após a partida de hoje, válida pela semifinal do Campeonato Goiano Sub-17, realizada nesta sexta-feira (12), no CT Vila do Tigre.

Dentro de campo, o Vila Nova garantiu sua vaga na final da competição ao derrotar o Goiás por 2 a 0, confirmando a classificação com um placar agregado de 4 a 1.

Logo no início da etapa complementar da partida, um atleta da equipe adversária foi expulso e, ao se dirigir ao vestiário destinado aos visitantes, danificou uma das portas do local.

Posteriormente, ainda no segundo tempo, um novo episódio ocorreu quando um jogador da equipe adversária, ao não aceitar a segunda derrota consecutiva, agrediu um atleta do Vila Nova com um pontapé de forma descontrolada, ação que resultou em sua expulsão e deu início a uma confusão prontamente contida.

Na sequência, atletas da equipe visitante se envolveram em uma nova confusão com um gandula do Vila Nova, situação que desencadeou um tumulto generalizado. Em razão dos acontecimentos, a partida foi encerrada aos 28 minutos do segundo tempo pelo árbitro.

Após o encerramento da partida, foram constatados novos danos ao patrimônio do clube, incluindo avarias no vestiário destinado à equipe visitante e a quebra de uma pedra de mármore no banheiro.

Os envolvidos na ocorrência, tanto agressores quanto vítimas, foram conduzidos pelas autoridades competentes para os devidos esclarecimentos. O Vila Nova ressalta que prestou total apoio às forças de segurança e seguiu rigorosamente todos os protocolos exigidos para a realização da partida, garantindo a presença de equipe de segurança privada, efetivo policial e acompanhamento integral de todos os procedimentos adotados.

O Vila Nova Futebol Clube repudia veementemente qualquer ato de violência, dentro ou fora de campo, lamenta profundamente os acontecimentos registrados e reforça seu compromisso com a promoção do esporte, do respeito mútuo e da segurança de todos os envolvidos em seus eventos.”

Leia agora o posicionamento do Goiás sobre o ocorrido:

“O Goiás Esporte Clube repudia com absoluta veemência os graves atos de violência ocorridos durante o clássico diante do Vila Nova, válido pelo Campeonato Goiano Sub-17, realizado no Centro de Treinamento da equipe adversária.

Dois atletas do Goiás menores de idade e um membro da comissão técnica foram agredidos fisicamente por funcionários do Vila Nova, em uma situação inadmissível e incompatível com qualquer ambiente esportivo, especialmente em uma competição de formação de jovens atletas.

Em razão das agressões sofridas, os integrantes da delegação esmeraldina registraram boletim de ocorrência, realizaram exame de corpo de delito e estão adotando todas as medidas cabíveis para a responsabilização dos envolvidos. O Goiás Esporte Clube está prestando total apoio jurídico, médico e institucional às vítimas.

A partida foi suspensa antes dos 30 minutos do segundo tempo por falta de segurança, fato que evidencia a incapacidade de garantir a integridade física dos participantes do evento.

Causa ainda estranheza que a transmissão oficial da partida, realizada pelo clube mandante por meio do YouTube, tenha sido retirada do ar após os acontecimentos. As imagens poderiam contribuir significativamente para o esclarecimento dos fatos e para a correta identificação dos responsáveis pelas agressões.

Lamentavelmente, esta não é a primeira vez que episódios dessa natureza são registrados no CT adversário, em confrontos das categorias de base envolvendo as duas equipes. A reincidência dos fatos torna o ocorrido ainda mais preocupante e exige uma resposta firme das autoridades competentes e dos órgãos responsáveis pela competição.

O Goiás cobra uma apuração rigorosa, transparente e célere dos acontecimentos, bem como a aplicação das sanções cabíveis a todos os envolvidos. O clube não aceitará que atos de violência sejam tratados com naturalidade ou impunidade, sobretudo em um ambiente que deveria ser pautado pelo respeito, pela formação humana e pelos valores do esporte.

O Goiás Esporte Clube buscará a responsabilização dos envolvidos na esfera criminal e desportiva.”

 

 

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Augusto Araújo

Augusto Araújo

Jornalista formado pela Universidade Federal de Goiás, é editor do Portal 6. Já atuou em veículos como o Jornal Opção e tem experiência em assessoria de comunicação. Apaixonado por esportes, preza pela apuração rigorosa, pela clareza na informação e pelo compromisso com o interesse público.

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