Inverno 2026: veja quando começa a estação e como fica o tempo em Goiás
Características comuns dessa época do ano se misturam com os efeitos antecipados do El Niño
O inverno começa no próximo domingo (21), mas se engana quem pensa que a estação é acompanhada do frio característico dos filmes. Em Goiás, a expectativa é de que o calor esteja acima da média.
A estação inicia às 05h25 em todo o hemisfério sul e segue até 22 de setembro, quando chega a primavera. Até lá, o Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) aponta que a temperatura pode estar até 1ºC mais alta que o usual.
A entidade não emitiu um boletim analisando o inverno de Goiânia em 2025, para se ter comparação. Contudo, a análise de 2024 apontou que os termômetros alcançaram máximas de 27,3ºC a 38,9ºC.
À época, foram três meses sem chuva, com frio em um único dia, quando passou uma rápida massa de ar frio. Naquele ano, a temperatura média do inverno foi de 25,1ºC – já 1,1ºC acima da média histórica sazonal, que é de 24ºC em Goiás.
Por costume, o inverno tem noites mais longas que os dias, é o menos chuvoso do ano e fica marcado pela baixa umidade do ar – principalmente à tarde, quando pode chegar a 10%.
Goianos ainda podem esperar maior ocorrência de neblina e formação de névoa (quando a massa de ar se mistura com a poluição). Isso acontece especialmente nas estradas e aeroportos.
O El Niño também acende um alerta, segundo aponta o Centro de Informações Meteorológicos de Goiás (Cimehgo). Como o fenômeno é conhecido por “bagunçar” o clima, ele pode impactar as safras agrícolas e a gestão de segurança hídrica nos próximos meses.
A sinalização é de uma estiagem prolongada, que deve ser propensa a picos de calor. O El Niño, inclusive, é um dos fatores que torna o inverno menos frio no Brasil.
Para este ano, a meteorologia prevê que o nível de chuvas esteja dentro da média para o período. Enquanto isso, as temperaturas máximas devem aumentar, por conta da permanência da massa de ar seco e quente.
Além disso, há maior risco de queimadas (o que demanda maior atenção para lotes baldios e mato seco, por exemplo), redução dos níveis dos mananciais e piora nos índices de qualidade de ar – podendo demandar o uso de umidificadores para minimizar possíveis problemas.
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