Inverno 2026: veja quando começa a estação e como fica o tempo em Goiás

Características comuns dessa época do ano se misturam com os efeitos antecipados do El Niño

Natália Sezil -
Vista aérea de Goiânia.
Vista aérea de Goiânia. (Foto: Divulgação)

O inverno começa no próximo domingo (21), mas se engana quem pensa que a estação é acompanhada do frio característico dos filmes. Em Goiás, a expectativa é de que o calor esteja acima da média.

A estação inicia às 05h25 em todo o hemisfério sul e segue até 22 de setembro, quando chega a primavera. Até lá, o Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) aponta que a temperatura pode estar até 1ºC mais alta que o usual.

A entidade não emitiu um boletim analisando o inverno de Goiânia em 2025, para se ter comparação. Contudo, a análise de 2024 apontou que os termômetros alcançaram máximas de 27,3ºC a 38,9ºC.

À época, foram três meses sem chuva, com frio em um único dia, quando passou uma rápida massa de ar frio. Naquele ano, a temperatura média do inverno foi de 25,1ºC – já 1,1ºC acima da média histórica sazonal, que é de 24ºC em Goiás.

Por costume, o inverno tem noites mais longas que os dias, é o menos chuvoso do ano e fica marcado pela baixa umidade do ar – principalmente à tarde, quando pode chegar a 10%.

Goianos ainda podem esperar maior ocorrência de neblina e formação de névoa (quando a massa de ar se mistura com a poluição). Isso acontece especialmente nas estradas e aeroportos.

O El Niño também acende um alerta, segundo aponta o Centro de Informações Meteorológicos de Goiás (Cimehgo). Como o fenômeno é conhecido por “bagunçar” o clima, ele pode impactar as safras agrícolas e a gestão de segurança hídrica nos próximos meses.

A sinalização é de uma estiagem prolongada, que deve ser propensa a picos de calor. O El Niño, inclusive, é um dos fatores que torna o inverno menos frio no Brasil.

Para este ano, a meteorologia prevê que o nível de chuvas esteja dentro da média para o período. Enquanto isso, as temperaturas máximas devem aumentar, por conta da permanência da massa de ar seco e quente.

Além disso, há maior risco de queimadas (o que demanda maior atenção para lotes baldios e mato seco, por exemplo), redução dos níveis dos mananciais e piora nos índices de qualidade de ar – podendo demandar o uso de umidificadores para minimizar possíveis problemas.

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Natália Sezil

Chegou no Portal 6 como estagiária de jornalismo e foi promovida a repórter. Apaixonada por boas histórias, gosta de ouvir as pessoas, entender contextos e transformar relatos em narrativas que informam e conectam o público.

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