A maior rodovia do Brasil tem mais de 4.600 km de extensão, atravessa 10 estados, passa por 280 cidades e já foi apelidada de Estrada da Morte
Estrada corta o país de Fortaleza à fronteira com o Uruguai e ajuda a explicar por que este trecho se tornou vital do transporte nacional

Em um país cortado por milhares de quilômetros de estradas, nenhuma rodovia tem tamanho, peso econômico e histórico tão marcantes quanto esta, ligando regiões produtivas, grandes centros urbanos e áreas de fronteira, e tornando-se uma das principais rotas do transporte brasileiro.
Segundo o Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (DNIT), a BR-116 é a maior rodovia do país. A via parte de Fortaleza, no Ceará, e segue até Jaguarão, no Rio Grande do Sul, na divisa com o Uruguai.
Levantamentos sobre a malha rodoviária estimam que a estrada tenha mais de 4,6 mil km de extensão, atravesse dez estados e passe por cerca de 280 municípios. Por isso, ela funciona como um corredor estratégico para cargas, passageiros e abastecimento.
Um eixo que corta o Brasil
A BR-116 é classificada pelo DNIT como uma rodovia longitudinal, ou seja, cortando o país no sentido Norte-Sul. No caminho, passa por Ceará, Paraíba, Pernambuco, Bahia, Minas Gerais, Rio de Janeiro, São Paulo, Paraná, Santa Catarina e Rio Grande do Sul.
Em alguns trechos, a estrada ganhou nomes próprios. Entre Rio de Janeiro e São Paulo, é conhecida como Rodovia Presidente Dutra. Já entre São Paulo e Curitiba, recebe o nome de Régis Bittencourt, um dos corredores mais importantes entre o Sudeste e o Sul.
Segurança ainda é desafio
A dimensão da BR-116 também ajuda a explicar seus problemas. Com fluxo intenso de caminhões, ônibus e carros, a rodovia atravessa serras, áreas urbanas e trechos de tráfego pesado.
Parte desse histórico fez com que alguns segmentos, especialmente a Régis Bittencourt, fossem associados ao apelido de “Rodovia da Morte”. O termo ganhou força em razão dos acidentes registrados em pontos críticos, como a Serra do Cafezal, em São Paulo.
Nos últimos anos, obras de duplicação e melhorias reduziram riscos em trechos específicos. A Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT) informou, por exemplo, queda expressiva em colisões frontais na Serra do Cafezal após a duplicação.
Mesmo assim, a BR-116 segue como um retrato dos desafios do transporte nacional. Mais do que uma estrada extensa, ela mostra como infraestrutura, fiscalização e manutenção permanente são decisivas para salvar vidas.
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