Adeus, sacolas plásticas: supermercados começam a substituir o item por novas alternativas em 2026
Mudança adotada neste lugar amplia restrições ao plástico e reacende o debate sobre custo, consumo de sacolas plásticas e sustentabilidade

Quem passou pelos caixas de supermercados em 2026 começou a encontrar um cenário diferente em alguns lugares: menos plástico, mais papel e estímulo para que cada cliente leve a própria embalagem.
A mudança ganhou força na Califórnia, nos Estados Unidos. Desde 1º de janeiro, os estabelecimentos abrangidos pela nova regra não podem oferecer sacolas plásticas no ponto de venda, incluindo os modelos mais espessos, antes classificados como reutilizáveis.
Brecha fechada
A lei SB 1053 encerrou uma brecha da legislação estadual aprovada em 2014. Na época, as sacolas finas foram retiradas dos caixas, mas versões mais resistentes continuaram disponíveis.
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O efeito ficou distante do esperado. Dados citados pelo Senado da Califórnia, com base na agência ambiental CalRecycle, mostram que o descarte de sacolas de compras passou de 157,3 mil para 231 mil toneladas entre 2014 e 2022, aumento de 47%.
Agora, supermercados, lojas com farmácia e mercados de conveniência podem fornecer apenas sacolas de papel reciclado, cobradas por no mínimo US$ 0,10. O consumidor também pode dispensar a embalagem ou levar bolsas reutilizáveis.
Caminho diferente no Brasil
No Brasil, propostas para criar uma proibição nacional ainda tramitam no Congresso, enquanto estados e municípios adotam regras próprias.
Em agosto de 2025, o Supremo Tribunal Federal derrubou uma lei da Paraíba que obrigava supermercados a fornecer embalagens gratuitamente. No julgamento da ADI 7719, a Corte entendeu que a exigência violava a livre iniciativa.
A decisão, porém, não impede normas ambientais locais. O próprio STF já reconheceu como constitucionais leis municipais que determinam a substituição de sacolas plásticas por opções biodegradáveis.
Assim, a transição ocorre de forma desigual. Entre as alternativas estão papel reciclado, embalagens biodegradáveis e bolsas retornáveis, que ampliam a participação do consumidor no transporte das compras.
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