Anapolino, vice de Pablo Marçal declara patrimônio de R$ 491 milhões em Bitcoins
Dados foram submetidos ao sistema de Divulgação de Candidaturas e Contas Eleitorais do TSE

O candidato a vice-presidente da República pelo PRTB, o anapolino Leonardo Avalanche, declarou um patrimônio milionário à Justiça Eleitoral para o pleito de 2026.
Segundo a declaração submetida ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE), o político informou possuir a impressionante quantia de R$ 491 milhões investidos exclusivamente em criptomoedas Bitcoin.
Os dados foram colhidos diretamente no sistema de Divulgação de Candidaturas e Contas Eleitorais do TSE. O montante em moedas digitais representa a quase totalidade dos bens do candidato, cujo patrimônio total declarado soma R$ 495 milhões.
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Além das criptomoedas, o empresário informou possuir outros bens de alto valor. Entre eles, constam R$ 2.2 milhões em obras de arte e R$ 1.2 milhão em joias preciosas.
Avalanche também declarou participações societárias em quatro empresas que levam seu sobrenome ou iniciais. Entre elas uma fintech, nomeada Avalanche Bank Ltda., com quotas avaliadas em R$ 500 mil.

Declaração de Avalanche ao TSE (Imagem: Captura de tela/TSE)
Parceria política com Pablo Marçal
Inicialmente, Avalanche assumiria a candidatura à Presidência da República pelo PRTB, mas abriu mão da cabeça de chapa para dar lugar a Pablo Marçal.
A substituição ocorreu de última hora, às 18h51 do sábado (15), poucos minutos antes do encerramento do prazo de registro no TSE.
A relação entre os dois vem de datas anteriores, já que Avalanche atuou como coordenador da campanha de Marçal à prefeitura de São Paulo em 2024.
Em fevereiro deste ano, logo após retomar a presidência do PRTB por decisão judicial, o anapolino confirmou que indicaria o ex-coach ao Palácio do Planalto.
Apesar da indicação, a chapa encabeçada por Marçal e Avalanche aguarda julgamento da Justiça Eleitoral e enfrenta forte incerteza jurídica.
Marçal foi condenado a 08 anos de inelegibilidade por abuso de poder político e econômico, decisão mantida em segunda instância pelo TRE-SP no final de 2025.
A reportagem entrou em contato com o encarregado de dados do PRTB, questionando se os números foram corretamente inseridos na plataforma do TSE. O espaço para posicionamento permanece em aberto.
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