Uma das marcas de celulares mais queridas do mundo vai chegando ao fim, com quase todas as unidades fechando as portas até o final de 2026 após perder espaço no mercado
Uma decisão anunciada nesta semana reacende lembranças de uma gigante que marcou gerações inteiras

A Nokia, marca finlandesa que ficou mundialmente conhecida por seus celulares, prepara uma forte redução de sua presença na China continental até o fim de 2026.
Segundo reportagem do South China Morning Post, a companhia planeja fechar quase todas as suas unidades no país e reduzir sua estrutura local.
A própria Nokia confirmou que está reorganizando as operações chinesas para alinhá-las ao modelo global, mas não divulgou o número exato de escritórios que serão encerrados nem a quantidade final de funcionários afetados. A empresa afirma que seus negócios na China vêm diminuindo de forma constante nos últimos anos.
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A Nokia reforça que não está encerrando suas atividades no mundo ou que a marca de celulares deixará de existir imediatamente.
O ponto principal é uma mudança na operação da empresa no mercado chinês. A Nokia atual é, principalmente, uma companhia de equipamentos e tecnologias para redes de telecomunicações.
A área de celulares passou por uma transformação profunda: em 2014, a empresa concluiu a venda de praticamente todo o negócio de aparelhos para a Microsoft.
Anos depois, a marca Nokia voltou aos telefones por meio de licenciamento, com a HMD Global responsável por fabricar e comercializar aparelhos com o nome Nokia.
De gigante dos celulares
A queda da Nokia no mercado de celulares não aconteceu de uma hora para outra. A empresa foi uma das maiores fabricantes de telefones do mundo, mas perdeu espaço com a rápida expansão dos smartphones e a concorrência de empresas que avançaram mais rapidamente em sistemas, aplicativos e novos formatos de aparelhos.
A própria Nokia reconheceu, em documentos de sua história corporativa, a pressão causada pela mudança tecnológica e pela forte concorrência de fabricantes asiáticos. A companhia acabou vendendo sua divisão de celulares para a Microsoft em 2014.
Nova fase da empresa
Depois da venda da divisão de aparelhos, a Nokia concentrou sua estratégia em redes, infraestrutura de telecomunicações, tecnologias sem fio e propriedade intelectual.
Em 2016, a aquisição da Alcatel-Lucent reforçou essa transformação e ampliou sua atuação no setor de redes. Hoje, portanto, falar no “fim da Nokia” exige cuidado: o que está sendo reduzido é sua presença física na China, enquanto a companhia continua operando globalmente no segmento de telecomunicações.
A própria página oficial da empresa ainda lista escritórios na China, incluindo estruturas em Pequim, Xangai e outras cidades, embora a reorganização anunciada indique que essa presença será significativamente reduzida até dezembro.
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