Drogaria é interditada em Goiânia por vender produtos vencidos e colocar população em grave risco à saúde
Estabelecimento no Residencial Forteville já havia sido interditado em fevereiro e, segundo as autoridades, voltou a funcionar sem autorização sanitária

Uma drogaria localizada no Residencial Forteville, em Goiânia, foi interditada e lacrada nesta terça-feira (18) após uma fiscalização identificar uma série de irregularidades sanitárias e comerciais no estabelecimento.
Durante a fiscalização, as equipes encontraram medicamentos e outros produtos com prazo de validade expirado, itens sem registro ou notificação obrigatória e materiais perfurocortantes, como seringas e agulhas usadas, descartados no lixo comum.
Segundo as autoridades, também foram identificados indícios de fracionamento irregular de ampolas de medicamentos injetáveis e ausência de farmacêutico responsável técnico no momento da abordagem.
Drogaria já havia sido interditada
O estabelecimento já tinha sido interditado pela Vigilância Sanitária em 9 de fevereiro deste ano por falta de farmacêutico responsável técnico e outras irregularidades.
De acordo com a fiscalização, posteriormente foi emitido um termo que permitia a entrada de funcionários apenas para realizar adequações estruturais.
O documento proibia expressamente o funcionamento comercial e o atendimento ao público até a obtenção do Alvará Sanitário de 2026.
Ainda conforme as autoridades, os lacres sanitários foram rompidos posteriormente e a drogaria voltou a comercializar medicamentos sem a autorização necessária.
Receitas em branco também foram encontradas
Durante a nova fiscalização, foram apreendidas ampolas vazias de tirzepatida e encontradas receitas médicas de controle especial assinadas e carimbadas, mas sem o preenchimento das informações dos pacientes.
Segundo a PC, também havia documentos sem dados obrigatórios, situação que será analisada durante a investigação para verificar eventual facilitação da venda irregular de medicamentos controlados.
Todos os produtos considerados irregulares foram apreendidos e lacrados. O estabelecimento teve as portas trancadas e as chaves recolhidas pelas autoridades.
O proprietário foi identificado e intimado. Ele deverá responder administrativamente perante a Vigilância Sanitária e também poderá responder criminalmente pelos fatos investigados pela Decon.
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