Geração Z hoje mal consegue pagar aluguel, mas pode se tornar a mais rica da história até 2030, segundo estudo
Jovens enfrentam aluguel caro e custo de vida elevado, mas uma projeção aponta uma mudança econômica que pode surpreender nos próximos anos

A Geração Z vive uma situação financeira que parece contraditória. Enquanto muitos jovens enfrentam dificuldades para pagar aluguel, comprar uma casa e lidar com o custo de vida, uma projeção do Bank of America aponta que o patrimônio desse grupo pode crescer de forma acelerada até o fim da década.
Segundo os dados apresentados pelo estudo, a Geração Z global já acumulou cerca de US$ 9 trilhões nos últimos dois anos. A estimativa indica que esse patrimônio pode chegar a US$ 36 trilhões até 2030.
Por que a situação pode mudar
O cenário atual, no entanto, ainda é bastante diferente da projeção para os próximos anos. De acordo com os dados citados pelo Terra, os jovens da Geração Z precisam atualmente de aproximadamente 146% do salário mínimo para cobrir as necessidades básicas.
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Além disso, o alto custo da moradia e outras despesas dificulta a formação de patrimônio para quem está entrando agora no mercado de trabalho.
Ainda assim, o crescimento da renda e do patrimônio ao longo da vida pode alterar esse quadro. A expectativa considera justamente a evolução financeira dessa geração e a transferência de riqueza que deve ocorrer entre gerações.
A grande transferência de patrimônio
Um dos fatores por trás dessa perspectiva é o fenômeno conhecido como Great Wealth Transfer, ou grande transferência de riqueza.
A ideia é que uma parcela significativa do patrimônio acumulado por gerações mais velhas passe para pessoas mais jovens ao longo das próximas décadas. Com isso, a Geração Z poderá aumentar sua participação na riqueza global.
A projeção citada pelo estudo vai ainda mais longe. Depois de alcançar US$ 36 trilhões em 2030, o patrimônio da geração poderia chegar a aproximadamente US$ 74 trilhões em 2040.
Isso significa que todos os jovens ficarão ricos?
Não. A projeção representa uma tendência global e agregada, e não significa que cada integrante da Geração Z terá uma grande fortuna.
Além disso, patrimônio não é o mesmo que dinheiro disponível na conta. A riqueza pode incluir imóveis, investimentos, empresas e outros ativos, enquanto muitos jovens ainda enfrentam dificuldades para pagar despesas básicas.
Por isso, o estudo mostra uma possível transformação na distribuição de riqueza ao longo do tempo, mas não elimina os problemas financeiros que a Geração Z enfrenta atualmente.
Mesmo com o contraste entre a realidade de hoje e as previsões para o futuro, os números indicam que essa geração pode ganhar um peso econômico cada vez maior nas próximas décadas.
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