As primeiras chuvas não eliminam a necessidade de economizar água

Precipitações ainda são irregulares em Goiás e a recuperação dos mananciais ocorre de forma gradual. Hábitos simples ajudam a evitar desperdícios

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A economia pode começar pelas atividades mais comuns do dia a dia. (Foto: Divulgação)
A economia pode começar pelas atividades mais comuns do dia a dia. (Foto: Divulgação)

As primeiras chuvas registradas em Goiás podem trazer uma sensação de maior disponibilidade de água, mas o período ainda exige atenção. A transição entre as estações seca e chuvosa é marcada por precipitações irregulares, enquanto as temperaturas elevadas contribuem para manter o consumo em níveis mais altos. Nesse cenário, a Companhia Saneamento de Goiás (Saneago) reforça a importância de evitar desperdícios.

A economia pode começar pelas atividades mais comuns do dia a dia. Lavar calçadas utilizando baldes em vez de mangueiras, evitar lavagens desnecessárias de veículos, fechar a torneira enquanto escova os dentes e ensaboa a louça e aproveitar a capacidade máxima da máquina de lavar são exemplos de mudanças que ajudam a reduzir o volume consumido.

O banho merece atenção especial. Em aproximadamente 15 minutos, podem ser utilizados cerca de 180 litros de água. Reduzindo o banho para cinco minutos e fechando o registro durante o ensaboamento, esse volume pode cair para aproximadamente 60 litros. A diferença de 120 litros por banho corresponde a cerca de 3,6 mil litros economizados em um mês por pessoa, considerando um banho diário.

Também é necessário ficar atento aos desperdícios que nem sempre são percebidos. Vazamentos em torneiras, tubulações, vasos sanitários e reservatórios podem elevar o consumo continuamente. A recomendação é verificar periodicamente as instalações hidráulicas e providenciar o reparo assim que algum problema for identificado.

Economizar água também ajuda a preservar os mananciais responsáveis pelo abastecimento. Durante os meses mais secos, rios e córregos registram redução de seus níveis. Mesmo com a retomada das chuvas, a recuperação ocorre gradualmente. Quanto menor o desperdício, menor também é a pressão exercida sobre essas fontes.

A água que chega às residências depende ainda de uma ampla estrutura de abastecimento. Após ser retirada dos mananciais, ela precisa ser transportada, tratada, analisada, armazenada e distribuída. O processo envolve consumo de energia, produtos químicos, equipamentos e manutenção. Por isso, segundo a Saneago, economizar água beneficia não apenas o orçamento doméstico, mas também os mananciais e todo o sistema responsável pelo abastecimento.

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