Pela primeira vez em 12 anos, Câmara de Anápolis não elegeu nenhum vereador nas eleições gerais
Cinco parlamentares disputaram vagas de deputado em 2026, mas nenhum conseguiu repetir os resultados de integrantes da Casa em 2018 e 2022

A Câmara Municipal de Anápolis terminou as eleições de domingo (04) sem nenhum de seus vereadores eleito para outro cargo. Os cinco parlamentares que disputaram vagas na Assembleia Legislativa de Goiás (Alego) e na Câmara dos Deputados ficaram de fora.
O resultado interrompe uma sequência de duas eleições gerais com integrantes do Legislativo municipal entre os vencedores. Em 2018, Antônio Gomide (PT) e Amilton Filho, então no Solidariedade, foram eleitos deputados estaduais. Em 2022, Hélio Araújo (PL) conquistou a segunda suplência do senador Wilder Morais (PL).
Entre os vereadores que concorreram neste ano, Policial Federal Suender (PL) recebeu a maior votação: 25.137 votos para deputado federal. Também disputaram uma cadeira em Brasília Professor Alex Martins (PP), com 7.145; Wederson Lopes (UB), com 5.357; e João da Luz (Cidadania), com 2.383.
Jean Carlos (PL), único integrante da Câmara na disputa estadual, somou 10.896 votos, mas também não conseguiu se eleger.
A derrota não significou queda de votação para todos. Suender havia recebido 9.949 votos em 2022, quando concorreu a deputado estadual pelo PRTB. Agora, disputando outro cargo, conquistou 15.188 votos a mais.
Jean Carlos passou dos 5.993 votos obtidos pelo UB em 2022 para os 10.896 deste ano. Foram 4.903 votos adicionais, crescimento de 81,81%. João da Luz fez o caminho contrário: caiu dos 4.235 votos recebidos pelo PSC na disputa federal anterior para 2.383, redução de 43,73%.
Há quatro anos, a Câmara teve mais candidatos tentando chegar à Assembleia e ao Congresso. Na disputa federal, o então presidente da Casa, Leandro Ribeiro, recebeu 28.480 votos pelo PP, enquanto João da Luz somou 4.235 pelo então PSC. Nenhum dos dois foi eleito.
Para deputado estadual, concorreram Suender, com 9.949 votos pelo PRTB; Thaís Souza, com 9.104 pelo PP; Jean Carlos, com 5.993 pelo UB; Luzimar Silva, com 5.750 pelo então PMN; Dra. Trícia Barreto (MDB), com 3.528; e Seliane da SOS (MDB), com 3.197. Todos ficaram sem cadeira na Alego.
O único resultado vitorioso daquele grupo foi o de Hélio Araújo, eleito como segundo suplente na chapa de Wilder. Para exercer o mandato, porém, ele depende de uma situação que permita a convocação de suplentes, como a saída definitiva do titular, uma licença superior a 120 dias ou o afastamento para assumir determinados cargos, como o de ministro.
A primeira na ordem de convocação é Izaura Cardoso (PL). Hélio só poderia assumir se ela também não ocupasse a vaga.
Neste ano, Wilder disputou o Governo de Goiás e foi derrotado por Daniel Vilela (MDB), eleito no primeiro turno. Com isso, permanece no Senado, onde seu mandato vai até o início de 2031. Mesmo se tivesse vencido e deixado a cadeira para assumir o governo, a primeira convocada seria Izaura, e não Hélio.
Em 2018, o Legislativo Municipal havia conseguido eleger dois de seus integrantes para a Assembleia: Gomide, com 36.998 votos, e Amilton Filho, com 16.486. Ambos deixaram a Câmara para assumir os mandatos estaduais no ano seguinte.
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