Os detalhes do assassinato dos pais em Jaraguá contado pelo filho assassino

Marcos Antônio matou o casal após chegarem em casa com comida para ele

Rafaella Soares -

A confissão de um duplo assassinato tem gerado ainda mais comoção na sociedade de Jaraguá, município localizado a 85 km de Anápolis.

Em depoimento à Polícia Civil, Marcos Antônio da Silva, de 27 anos, disse que usou muita cocaína e quando voltou para casa, na manhã de domingo (22), discutiu com os pais Sirlene Ferreira da Silva e José Antonio da Silva.

O casal saiu e, mais tarde, votou trazendo almoço para o rapaz. Foi o último gesto de preocupação com o filho, antes de terem a vida tirada por ele próprio.

Em entrevista ao Portal do Valle, o delegado titular de Jaraguá Glênio Ricardo disse que durante o depoimento prestado na manhã desta segunda-feira (23), Marcos contou com riqueza de detalhes o homicídio dos pais.

‘O pai deu um soco na boca de Marcos, que para revidar deu um soco no pescoço, o que o fez cair desmaiado no chão. Sirlene foi socorrer o marido e ele deu um soco fazendo ela cair desmaiada também. Ele [Marcos] a levou para o quarto, jogou a cabeça dela contra o chão duas vezes e só parou quando sentiu o crânio dela rachar. Depois pegou uma pedra e deu duas pedradas na cabeça do pai e novamente só parou quando ouviu o crânio rachando. Ainda pegou uma faca e deu três facadas no pescoço dele’, relatou o delegado.

Marcos Antônio da Silva. (Foto: Reprodução/ TV Anhanguera)

Segundo Glênio Ricardo, o rapaz disse ainda ter saído para comprar um lanche e permaneceu durante toda a tarde em casa ao lado dos corpos. Por várias vezes ele teria pego o carro do pai e se deslocado até a BR-153 para tentar suicídio, mas não teve coragem.

A Polícia só teve conhecimento do caso à noite, quando o irmão chegou em casa e se deparou com a cena do crime. Neste momento, Marcos foi novamente para rodovia e se envolveu em um acidente com uma carreta. No hospital, ele foi reconhecido através da sola do sapato idêntica a pegada de sangue encontrada na casa.

Marcos, conforme observação do delegado, demonstrou estar arrependido do que fez e disse não se lembrar do que aconteceu ‘por causa da droga’. Mas relatou tudo com frieza.

O autor está agora à disposição do poder judiciário e em breve deverá ser encaminhado para o presídio.

Estupro

Quando Sirlene foi encontrada, ela estava seminua e, inicialmente, foi levantada a hipótese dela ter sido violentada. Porém, nem a Polícia Civil, nem o Instituto Médico Legal, confirmam o estupro.

Até o momento, o laudo aponta que a mulher morreu por traumatismo craniano encefálico e o pai por asfixia. Entretanto, somente o laudo cadavérico poderá confirmar se houve ou não a violência sexual.

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