Como está o caso das professoras acusadas de sequestrar diretora em Anápolis

História escandalizou a cidade e repercutiu nacionalmente

Rafaella Soares -

Está em fase final a investigação sobre o caso da diretora da Escola Municipal Pedro Ludovico Teixeira, na Vila Jaiara, que alega ter sido sequestrada por duas professoras mãe e filha.

Apesar de todos os envolvidos já terem sido ouvidos pela Polícia Civil, o processo ainda não pôde ser encaminhado ao fórum do município para ser julgado porque o delegado Hélio Rodrigues, que estava responsável pelo caso, se aposentou no último dia 11 de junho.

Desde então, o 4º Distrito Policial segue aguardando a chegada de um novo titular para assumir a unidade e também relatar os detalhes da investigação à Justiça.

Caso fique comprovado que a professora Inês Paula da Costa Moreira e a filha Amanda Paula Costa Moreira cometeram os crimes de porte ilegal de arma, sequestro e ameaça contra a diretora Flávia Lobo, elas poderão pegar até 21 anos de cadeia.

À época, além de escandalizar a cidade, a história repercutiu nacionalmente. Ao Portal 6, a Secretaria Municipal de Educação (Semed) informou que, além da investigação da polícia, também corre um processo administrativo para apurar a situação.

As duas educadoras continuam trabalhando para o município. No entanto, foram retiradas de sala de aula. Já a diretora, permanece no mesmo cargo.

Em tempo

Conforme documentos da Polícia Civil, no final da tarde do dia 23 de abril, Flávia saia da unidade escolar e foi coagida por Inês a entrar no carro dela. Imediatamente, a professora arrancou com o veículo e começou a ameaçar a diretora de morte devido aos problemas que a filha, Amanda, estava tendo com Flávia no trabalho.

Após circularem por várias ruas do Parque dos Pirineus, adjacente à Jaiara, na região Norte da cidade, Inês parou o carro para a filha entrar. A partir daí, segundo o depoimento da diretora, as ameças ficaram ainda mais sérias e um revólver foi apontado para o nariz dela.

As professoras chegaram a ameaçar cortar o cabelo de Flávia e exigiam que a diretora garantisse que Amanda, que estava em estágio probatório, não seria removida da escola.

“Invente a história que você quiser, mas tome cuidado com o que você vai dizer”, teria dito Inês, antes de permitir que Flávia pudesse sair do carro.

Com a ajuda de um cunhado, Flávia conseguiu voltar para a escola e acionar a Polícia Militar e Secretaria Municipal de Educação (Semed), que ofereceu apoio psicológico aos servidores da unidade e suspendeu as aulas por três dias.

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