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Na Rede Globo, mulheres revelam como eram violentadas por João de Deus

(Foto: Reprodução)

Curador espiritual “rechaça veementemente qualquer prática imprópria em seus atendimentos”

Após três meses de investigação, o Conversa com Bial, da Rede Globo, expôs, na edição desta sexta-feira (07), relatos de abusos sexuais que teriam sido cometidos pelo médium João de Deus.

Um total de dez mulheres foram ouvidas pela equipe do talk show e
disseram que estavam em busca de tratamento espiritual quando foram violentadas na Casa de Dom Inácio de Loyola, em Abadiânia, município vizinho de Anápolis.

Entre os quatro depoimentos exibidos está o de Zahira Lienike Mous. 

Coreógrafa holandesa, ela foi a única mulher a identificar e contou 
que havia procurado, em 2014, cura para justamente um abuso que sofreu, mas acabou tendo que passar novamente pela situação.

Zahira narra ainda que foi levada ao banheiro e coagida a ficar de joelhos para o médium.

“[ João de Deus] Colocou a minha mão no pênis dele e começou a movimentar a minha mão em cima do pênis dele. E eu estava em choque, eu não conseguia acreditar naquilo, eu estava congelada. E ele continuava falando da minha família e disse que eu deveria sorrir”, disse, lembrando ter sido também “penetrada por trás” em outra ocasião.

Testemunhos semelhantes relatados no programa tiveram as três brasileiras que preferiram permanecer em anonimato.

Segundo elas, o médium dizia que os abusos faziam parte do processo de cura e, por essa razão, não era preciso contar para ninguém o que havia acontecido. 

Em comunicado enviado ao Conversa com Bial, a assessoria de curador espiritou informou que:

“João de Deus atende milhares de pessoas em Abadiânia, praticando o bem por meio de tratamentos espirituais. Apesar de não ter sido informado dos detalhes da reportagem, ele rechaça veementemente qualquer prática imprópria em seus atendimentos”.

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