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Juíza decide que dois ex-reitores da UEG e advogado terão de ir para cadeia

Na mesma ação, magistrada considerou ex-prefeito de Anápolis inocente

Avatar Danilo Boaventura -
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Sentença da juíza Bianca Melo Cintra, responsável pela 113ª Vara Criminal da Comarca de Goiânia, determina que os ex-reitores da Universidade Estadual de Goiás (UEG) José Izecias de Oliveira e Luiz Francisco Arantes, e o ex-defensor-geral do Estado de Goiás, João Paulo Brzezinsk, sejam presos para cumprir penas que vão de seis a sete anos de reclusão em regime semiaberto. A decisão, no entanto, cabe recurso.

O trio foi acusado de desviar recursos públicos para financiar a campanha de Izecias a deputado federal, em 2006, eleição em que ele saiu derrotado na disputa pelo cargo.

Carlos Roberto Silva, então servidor comissionado da universidade, Paulo Henrique Sahium, tecnólogo em processamento de dados, e Francisco Afonso de Paulo, ex-coordenador de contratos e convênios da instituição, também foram considerados culpados.

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Ex-prefeito de Anápolis, Pedro Sahium foi o único denunciado pelo Ministério Público que a juíza considerou inocente.

Em tempo

Foi a Operação Boca do Caixa, deflagrada pelo Ministério Público de Goiás, em dezembro de 2012, que descobriu o esquema de corrupção.

Quase R$ 500 do contrato que o Sindicato dos Estabelecimentos de Ensino do Estado de Goiás (Sinepe-GO) tinha com a UEG, para ministrar cursos a professores que só tinham o magistério, foram depositados na conta de um escritório de advocacia pertencente a João Paulo Brzezinsk, então advogado de Izecias.

Os demais citados, conforme a denúncia do MP à Justiça, teriam ajudado o esquema a dar certo.

“Esses desvios eram feitos por meio de depósitos em uma empresa privada [escritório], que se organizava com a alta chefia da UEG para repassar o dinheiro aos envolvidos na fraude. Na maior cara de pau, eles retiravam o dinheiro na boca do caixa para efetuar esses pagamentos”, explicou à época o promotor de Justiça Denis Bimbatti.

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