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Silmara Cristina: a merendeira que protegeu mais de 50 crianças em Suzano

(Foto: Reprodução/TV Globo)

Massacre escolar provocou dez mortes e deixou 11 feridos, segundo o último balanço divulgado pela Polícia

Silmara Cristina Silva de Moraes, tem de 54 anos, e se tornou uma das personagens mais emblemáticas do massacre ocorrido na Escola Estadual Raul Brasil, em Suzano (SP), nesta quarta-feira (13).

Merendeira da instituição, ela foi a responsável por proteger cerca de 70 alunos usando uma geladeira e um freezer.

“Nós estávamos servindo merenda e aí começou os “pipocos” e as crianças entraram em pânico. Abrimos a cozinha e começamos a colocar o maior número de crianças dentro e fechamos tudo e pedimos para eles deitarem no chão. Foi muito desesperador, porque foi muito tiro, muito tiro mesmo e era muito pânico” disse emocionada ao G1.

A funcionária recordou ainda que, depois de os estudantes entrarem na cozinha, precisou fechar a porta porque os atiradores estavam chegando ao local.

“Eles estavam próximos e a cozinha é rodeada de janela. A gente deitou no chão e nós não vimos nada, com medo que atirassem. Mas graças a Deus nada aconteceu com quem estava lá. Eu arrastei a geladeira e o freezer para fazer uma barricada e ficamos atrás. A mesa viramos e fizemos um escudo para proteger as crianças. Ficamos acuados em um canto só, se acontecesse alguma coisa ele ia pegar muita gente”, disse.

O caso

Dois jovens armados e encapuzados invadiram a Escola Estadual Raul Brasil e dispararam contra os alunos. De acordo com último balanço divulgado pela Polícia, 11 pessoas ficaram feridas e dez morreram, sendo cinco alunos, dois funcionários, os dois atiradores e o dono de uma loja de carros que ficava perto da escola.

Segundo a Polícia Civil de São Paulo, os autores do crime são Guilherme Taucci Monteiro, de 17 anos, e Luiz Henrique de Castro, de 25 anos, ex-alunos. Guilherme estudou no colégio até o ano passado.

O secretário de Segurança Pública de São Paulo, João Camilo Pires de Campo, e o comandante da Polícia Militar, coronel Marcelo Salles, disseram que a motivação do crime ainda não é conhecida e está sendo investigada.

O que a Polícia Civil já sabe sobre o massacre de Suzano

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