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Após repercussão, juiz muda decisão e concede medida protetiva para empresária de Anápolis

"Lute, fale, grite, peça ajuda, não façam como eu que fingia que tava tudo bem e ia aceitando até deixar chegar nessa situação", aconselha Mayana Bispo

Denilson Boaventura Denilson Boaventura -

A empresária Mayana Bispo Ferreira, de 28 anos, enfim conseguiu medida protetiva contra o ex-companheiro Délio Alves Sobrinho, de 51. A decisão saiu no final da tarde desta sexta-feira (14) e foi proferida pelo juiz  José de Bessa Carvalho Filho.

No documento,o titular da Juizado de Violência Doméstica contra a Mulher em Anápolis destacou que os novos elementos apresentados aos autos, como o laudo do exame de corpo de delito, comprovam que a empresária foi vítima de violência doméstica.

“À vista de tais circunstâncias e, visando resguardar a integridade física e psicológica da requerente, entendo que a decretação de medidas protetivas em seu favor é medida de rigor”, pontuou o magistrado, que havia negado proteção a Mayana na quinta-feira (13). O caso teve repercussão nacional.

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Sem o recurso concedido a priori, a empresária que temia (e ainda teme) ser morta por Délio precisou ter de ir as redes sociais para expor a situação que viveu na terça-feira (12) — quando o ex-companheiro foi até loja de calçados que ela tem no Centro para agredi-la.

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O homem, conforme registro na Delegacia Especializada de Atendimento à Mulher (DEAM), além de bater na empresária com um martelo, ainda pegou e queimou parte do dinheiro que ela guardava no estabelecimento para pagar fornecedores.

Délio só não foi preso em flagrante porque no momento em que a Patrulha Maria da Penha da Polícia Militar (PM) chegou até local, a empresária decidiu não representar criminalmente contra ele – que é o pai de uma filha pequena os dois têm.

Ainda abalada, a vítima comemorou a medida protetiva. Pelos stories do Instagram, ela, que passou as últimas 24h escondida, agradeceu à todas as mulheres que a ajudaram no corrente formada pelas redes sociais e deu um conselho à todas aquelas que já passaram pela mesma situação: “não se calem, denunciem”.

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Reportagem do Portal 6 nesta sexta-feira (14) mostrou que Anápolis é a cidade goiana mais perigosa para mulheres viverem dentro da própria casa, liderando em todo o estado o ranking de vítimas de agressão. Só este ano, de janeiro a julho, mais de 570 medidas protetivas foram concedidas e o número cresce a cada dia.

A empresária, que agora também entrou para triste estatística, espera que a lei seja cumprida. “Lute, fale, grite, peça ajuda, não façam como eu que fingia que tava tudo bem e ia aceitando até deixar chegar nessa situação”, aconselhou Mayana, que neste sábado (15) voltará a trabalhar para sustentar a filha.

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