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Covid-19 tirou caminhoneiro de Anápolis das estradas e o faz viver drama inenarrável

Caio Henrique Caio Henrique -
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A Covid-19 não tem assolado famílias apenas com perdas fatais, mas também com marcas e consequências permanentes, que deixarão feridas para o resto da vida.

Exemplo disso é Leonardo Alves dos Santos, anapolino de 37 anos, que contraiu a doença e, desde então, vem vivendo um drama inenarrável.

Isso porque o ex-caminhoneiro e motorista de aplicativo sofreu com uma trombose arterial aguda que, mesmo após diversos exames, consultas e até mesmo procedimentos cirúrgicos, se recusou a melhorar.

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Mesmo que ainda não seja uma certeza absoluta, os médicos e especialistas responsáveis pelo caso trabalham com a principal teoria de que as complicações do homem tenham sido desenvolvidas a partir da infecção pelo vírus.

Drama pós-contaminação

Em conversa com o Portal 6, ele contou que os sintomas começaram leves, com simples incômodos na perna direita por volta da terceira semana de novembro. Infelizmente, os incômodos só aumentaram e nenhum analgésico conseguiu amenizar.

Após passagens pela UPA Vila Esperança e pelo Hospital Municipal Jamel Cecílio, Leonardo só foi ter ideia da gravidade do caso no Hospital Estadual de Urgências de Anápolis Dr. Henrique Santillo (HUANA), uma semana depois.

Lá, teve a certeza de se tratar de um problema vascular, que não pôde ser resolvido nem mesmo com cirurgias. E foi então que ele teve que lidar com a decisão mais difícil da vida até então.

Deixar a perna como estava e, provavelmente, falecer por conta disso, ou amputar o membro em uma tentativa de salvar todo o resto do corpo, mesmo que em um procedimento super delicado.

Leonardo escolheu viver, e é isso que ele vem fazendo desde que deixou o hospital, acompanhado de uma cadeira de rodas e um par de muletas.

Porém, não é o suficiente. Em busca de melhores condições de vida e a oportunidade de poder trabalhar, ele agora procura, com todas as forças, adquirir uma prótese.

“Agradeço muito a Deus por estar vivo, porque não foi uma cirurgia fácil. Tenho certeza que com ajuda de todos eu conseguirei uma prótese boa e as condições de ter uma vida normal, para voltar a trabalhar”, profetizou.

Mais dificuldades

Contudo, conseguir uma prótese recorrendo ao sistema público não está sendo nada fácil, segundo Leonardo.

Prova disso é que ele já foi até o Centro Estadual de Reabilitação e Readaptação Dr. Henrique Santillo (CRER), em Goiânia, mas precisou escutar dos médicos que conseguir o auxílio via SUS é muito complicado e pode demorar até dois anos, além de se tratar de um material mais simples.

Foi então que a família do trabalhador decidiu agir e tentar juntar fundos para a aquisição de uma prótese particular, e de maior qualidade, porém, que pode chegar a custar em torno de R$ 37 mil.

Atualmente desempregado e com uma filhinha de apenas três anos para criar, ele conta com a ajuda de todos para ter condições de voltar a sustentar a família.

Uma vaquinha foi criada online e quaisquer interessados em colaborar podem estar contribuindo através deste link.

“Só tenho a agradecer a todas as pessoas que estão me ajudando. Muito obrigado mesmo, de coração”, finalizou.

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