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Médicos que mataram criança para arrancar órgãos são condenados a 25 anos de cadeia

Avatar Gabriella Licia -

 Após mais de dois dias de julgamento, a Justiça mineira condenou dois, dos três médicos envolvidos na morte prematura de Paulo Veronesi Pavesi, que teve ainda, os órgãos retirados ilegalmente há mais de 20 anos, no município de Poço de Caldas (MG). 

A conferência para a decisão final começou na última quinta-feira (28), teve continuidade na manhã seguinte (29), mas só terminou na madrugada deste sábado (30).

Os profissionais José Luis Gomes da Silva e José Luis Bonfitto receberam penas de 25 anos de prisão, sem condições de recorrer em liberdade. No entanto, Marco Alexandre Pacheco da Fonseca, o terceiro médico, foi absolvido pelo júri.

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Os condenados foram responsáveis pelo atendimento de Pavesi na ala de emergência e alegaram que desde o primeiro momento fizeram de tudo para salvar a vida do garotinho, que na data do incidente tinha apenas dez anos.

Depoimento do pai

Paulo Airton Pavesi esteve presencialmente na audiência no primeiro dia de julgamento e, conforme o Tribunal de Justiça de Minas Gerais (TJMG), confessou diante o júri que chegou a afirmar aos médicos que se houvesse piora no quadro clínico do filho, consentiria com a doação de determinados órgãos.

Depois da morte do garotinho, Paulo recebeu a conta do hospital e percebeu que havia algumas cobranças duvidosas. Foi somente neste momento que iniciou a desconfiança.

Ele alegou que nas somas, apareciam alguns procedimentos incompatíveis com o estado do filho. A preocupação dos médicos era apenas com a proteção dos órgãos de Pavesi, para que pudessem ser todos retirados ilegalmente.

Inclusive, em uma exumação posterior, pode ser confirmado que alguns órgãos não autorizados também foram pegos sigilosamente.

O pai lembrou ainda que o caso motivou a iniciação de um Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI), e que depois das exposições, foi perseguido e precisou se refugiar na Itália.

Relembre o caso 

Paulo Veronesi Pavesi tinha dez anos, no ano 2000, quando sofreu uma queda do décimo andar, no prédio em que morava em Poços de Caldas. Após o acidente, teve um traumatismo craniano e algumas escoriações e precisou ser levado com urgência ao hospital.

No hospital, os médicos que ficaram responsáveis por ele, visualizando um potencial doador de órgãos, acabaram forjando um exame, que constava uma falsa morte cerebral.

Denunciados pelo Ministério Público, investigações começaram a acontecer para desvendar a morte prematura do garotinho.

José Luis Gomes da Silva, José Luis Bonfitto, Marco Alexandre Pacheco da Fonseca e Álvaro Ianhez foram os quatro profissionais suspeitos de cometerem o homicídio doloso qualificado, além de remoção ilegal de órgãos.

Álvaro Ianhez foi desmembrado no processo após solicitar um recurso que ainda não teve julgamento.

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