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Em carta, padre e pastor de Anápolis protestam contra lockdown e pedem impeachment do prefeito

Caio Henrique Caio Henrique -

Uma carta publicada neste domingo (07) vem chamando muita atenção em Anápolis.

Assinada pelo pastor Arlindo Junior e pelo padre Walter Trautenberger, o documento protesta contra o último decreto municipal, que colocou a cidade em lockdown e restringiu a abertura e funcionamento de diversos locais, incluindo as igrejas.

Logo no início do manuscrito, os líderes religiosos tratam o decreto como um ataque à Constituição Brasileira, por, supostamente, ferir o Art 5º da mesma, que assegura o livre exercício dos cultos religiosos.

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Segundo eles, é a primeira vez na história de 113 anos de Anápolis que um domingo é completamente privado de quaisquer reuniões sagradas, se tratando de uma “arbitrariedade e podendo caracterizar crime de responsabilidade.”

A revolta foi tamanha que os sacerdotes chegaram a mencionar a possibilidade de um impeachment do prefeito Roberto Naves (PP), por ter, teoricamente, violado uma prerrogativa constitucional.

Os argumentos apresentados pelos representantes religiosos foram diversos, desde o histórico constatado de zelo dos ambientes perante às normas sanitárias até a importância essencial da realização dos cultos para a manutenção espiritual dos fiéis em meio à pandemia.

Porém, a manifestação não ficou restrita apenas ao sentimento de repulsa e indignação.

Isso porque, no final da carta, o padre e o pastor se uniram para fazer um pedido especial à Câmara Municipal de Anápolis, para que qualquer vereador que se identificasse com a causa desse prosseguimento a um certo projeto.

Este seria intitulado “O primeiro domingo de março” e seria lembrado como um dia de luto religioso na cidade, em memória deste domingo (07), em que todas as igrejas do município tiveram de se manter fechadas.

Os fiéis também foram incitados a participar do movimento, publicando imagens das igrejas fechadas com uma tarja preta por cima, como forma de protesto.

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