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Vacina de Cuba contra a Covid-19 está sendo negociada por ex-prefeita de São Paulo

Ela ressaltou que as tratativas são iniciais, mas envolvem também a possibilidade de instalação de uma fábrica do imunizante na capital paulista

Folhapress Folhapress -
(Foto: Reprodução)

Camila Mattoso, do DF – Secretária de Relações Internacionais da gestão Bruno Covas (PSDB), Marta Suplicy disse nesta quarta-feira (28) que a Prefeitura de São Paulo abriu negociações com Cuba para compra da vacina Soberana 2, contra a Covid-19.

A ex-prefeita ressaltou que as tratativas são iniciais, mas envolvem também a possibilidade de instalação de uma fábrica do imunizante na capital paulista.

“Estamos conversando, não está muito publicizado ainda, com Cuba. Vimos que Cuba, segundo a Opas [Organização Pan-Americana da Saúde] nos informou, a vacina deles sempre foi de excelência. Foram os primeiros que fizeram a vacina de hepatite, que foi apoiada pela OMS”, iniciou a ex-senadora.

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“Eles têm uma vacina que chama Soberana 2 que está na fase três, e parece que é uma vacina de excelência. Mas não está finalizada ainda”, completou Marta durante audiência da Comissão Extraordinária de Relações Internacionais da Câmara de São Paulo.

A secretária diz que a prefeitura se colocou na fila pela vacina, manifestando interesse na compra. “Já tem países interessados. Se você não entra na fila depois não tem mais. Então entramos na fila.”

Sobre a tentativa de implantar uma fábrica da Soberana na cidade, Marta afirmou que já tem autorização de Covas e aceitação dos representantes cubanos.

“Estamos conversando também, está nos primórdios mas recebi carta branca do prefeito, que é a gente trazer, e eles topam, uma fábrica dessa vacina para a cidade de São Paulo. Porque a gente então fabrica o insumo aqui e não fica mais na dependência. Não tem nenhuma ilusão de que essa história de vírus vai acabar.”

A secretária ressaltou, no entanto, que a negociação ainda deve se arrastar por mais um tempo.

“Vai depender ainda de um caminho. A Soberana 2 tem que ser testada lá ainda, tem que ter aprovação lá de fora, depois tem que ser testada pela Anvisa. Mas a gente já vai começando as conversas porque tudo isso demora muito”, afirmou.

“Mas se a gente conseguir trazer a fábrica, ainda que demore, até chegar o final do mandato do Bruno é um legado legal que ele vai deixar para a cidade”, concluiu a ex-senadora.

“Que consigamos o maior rápido possível uma resposta positiva. Oxalá que os governos municipais, estaduais e a União falem com a embaixada da Cuba no Brasil para termos essa vacina o mais breve possível em São Paulo e no Brasil”, disse Toninho Vespoli (PSOL), vereador que participou da audiência.

Marta ainda disse que a Prefeitura de São Paulo já havia fechado compras da Sputnik V, da Rússia, mas que agora, como a Anvisa rejeitou a importação das vacinas, o cenário é incerto.

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