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Surto no London Hotel: os detalhes da ação que movimentou o Centro de Anápolis

"Destruíram minha vida, querem me matar", dizia homem em tom de desespero. Três ambulâncias e quatro viaturas foram mobilizadas

Denilson Boaventura Denilson Boaventura -
(Foto: Denilson Boaventura)

Do alto do 9º andar do London Hotel, no Centro de Anápolis, uma voz ecoou na noite desta quinta-feira (20) e causou pânico em quem estava lá dentro e também em quem passava pela Rua Coronel Batista.

Era Wayber Carvalho, de 48 anos, que estava surtado na janela de um quarto na iminência de pular. “Destruíram minha vida, querem me matar”, dizia o homem.

“Estou aqui por conta do Carlinhos Cachoeira, que tirou tudo que eu tinha”, repetia, ganhando uma plateia de curiosos na porta do hotel.

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Enquanto o Corpo de Bombeiros e a Polícia Militar (PM) estavam a caminho, as cenas se multiplicavam por grupos de WhatsApp e redes sociais. Chegou a circular que haviam reféns no quarto do 9º andar.

Três ambulâncias foram mobilizadas junto a quatro viaturas. Estava formada a operação para resgatá-lo e garantir a segurança e integridade dele no London Hotel.

Com uma aglomeração de cerca de 30 pessoas na porta, Wayber, junto aos gritos e as palavras confusas, também pedia a presença do governador Ronaldo Caiado (DEM) e da RecordTV.

Chegou, inclusive, a falar que tinha R$ 1 milhão para entregar a quem fosse capaz de atender este pedido. “E salvar a minha vida”, ressaltou.

Do lado de dentro, os militares preparavam o resgate. Um rapel até chegou a ser montado, mas foi por meio do diálogo que Wayber saiu do local.

Com muita paciência e sensibilidade, os bombeiros e os policiais o acalmaram e conseguiram ir até o quatro impedir que ele se machucasse.

Postura diferente dos militares teve um funcionário da gerência do London Hotel que estava preocupado com a cobertura da imprensa na calçada e ameaçou chamar a PM para impedir filmagens.

Wayber foi encaminhado aos cuidados dos médicos do Instituto de Medicina do Comportamento Eurípedes Barsanulfo (INMCEB).

Diagnosticado com esquizofrenia, ele fazia tratamento em uma clínica que foi fechada na última semana após denúncias de cárcere privado.

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