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Temor de vereadores e reunião à portas fechadas na Presidência: os detalhes do pós-operação da PC na Câmara

Portal 6 esteve na Casa de Leis para acompanhar os bastidores do que aconteceu logo após a saída dos agentes

Rafaella Soares Rafaella Soares -
Sede alugada da Câmara Municipal de Anápolis, na Avenida Jamel Cecílio. (Foto: Danilo Boaventura)

O clima está sendo de muita tensão na Câmara Municipal, nesta quinta-feira (12), desde que equipes da Polícia Civil deixaram o local, por volta de 08h50.

O Portal 6 esteve na Casa de Leis e apurou que, quando servidores e vereadores chegaram para trabalhar, perto das 08h, já foram surpreendidos com as viaturas do órgão.

Durante todo o período em que os agentes estiveram lá, ninguém recebeu autorização para entrar no gabinete do vereador Luzimar Silva (PMN) e muitos se reuniram nas proximidades para tentar entender o que estava acontecendo.

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Gabinete do vereador Luzimar Silva de portas fechadas após ação da Polícia Civil. (Foto: Rafaella Soares / Portal 6)

Nenhum detalhe foi repassado ao parlamentares nem mesmo depois que os policiais foram embora. A maioria sustenta que só soube o motivo da presença policial por meio das redes sociais.

E pelos corredores, já existe a conversa, e o temor, de novos desdobramentos e investigação contra outros vereadores. Essa hipótese, como dito em entrevista ao Portal 6 pelo delegado Davi Freire, coordenador da operação, não está descartada.

Dinâmica da operação

A reportagem conversou com o procurador geral da Câmara Municipal de Anápolis, Maurílio Alvim, que relatou ter recebido às 06h o recado de que a Polícia Civil já estava na recepção para cumprir o mandado de busca e apreensão.

“Eu e o Dr. Pedro Paulo, diretor administrativo, fizemos o acompanhamento da ação, dando informações para sanar qualquer dúvida que os policiais tinham. Viemos direto para cá e não falamos com ninguém. Tivemos conhecimento por meio dos próprios policiais que outras duas equipes também estariam na casa do próprio Luzimar e na residência de um servidor dele”, disse.

Segundo Maurílio, ainda não é possível fazer comentários sobre possíveis consequências para o vereador investigado porque ninguém tem conhecimento do processo e também, por um problema com o número da ação, não foi possível localizá-la no Projudi, o sistema do Tribunal de Justiça de Goiás.

Reação do Presidente

O Portal 6 tentou ouvir o presidente da Câmara, Leandro Ribeiro (PP), e foi informado que ele estava em uma reunião à portas fechadas e não falaria sobre a situação.

Mais cedo, porém, Leandro já havia dado entrevista para duas rádios e se limitou a dizer que recebeu a equipe com tranquilidade e colocou a Procuradoria e Diretoria Administrativa para “atender as demandas solicitadas”.

“Entendemos que uma ordem judicial tem que ser cumprida. Não sabemos o teor da investigação porque segue em segredo de Justiça, mas nos colocamos à disposição”, disse ao repórter Rubens Júnior, da Rádio São Francisco.

Na ocasião, o presidente também garantiu que ainda não falou com Luzimar Silva, mas que em breve ele voltará ao gabinete normalmente para fazer os despachos e atender a população.

O caso

Logo no começo do dia, a Polícia Civil deflagrou a operação “Split Pay”, para cumprir 10 mandados de busca e apreensão, inclusive dentro da Câmara Municipal de Anápolis.

O objetivo era encontrar documentos que pudessem servir como provas em uma investigação de suposta rachadinha no gabinete de Luzimar.

Ao todo, a ação teve a participação de 40 policiais civis da Delegacia Estadual de Repressão a Crimes Contra a Administração Pública (Dercap), da 3ª Delegacia Regional e da Gerência de Inteligência da Polícia Civil.

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