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Dono do grupo Caoa, Carlos Alberto de Oliveira Andrade morre aos 77 anos

"Dr. Carlos estava com a saúde debilitada por conta de um tratamento de saúde e faleceu durante o sono ao lado de sua esposa e filhos", afirmou a diretoria do grupo em nota

Folhapress Folhapress -
(Foto: Reprodução)

O fundador e presidente do conselho do grupo automobilístico Caoa, Carlos Alberto de Oliveira Andrade, 77 anos, morreu na manhã deste sábado (14). A causa da morte ainda não é conhecida.

“Dr. Carlos estava com a saúde debilitada por conta de um tratamento de saúde e faleceu durante o sono ao lado de sua esposa e filhos”, afirmou a diretoria do grupo em nota. Oliveira Andrade era médico.

O grupo Caoa é o distribuidor das marcas Subaru, Hyundai e Chery no Brasil. É dono de duas fábricas próprias, uma em Anápolis (GO), onde são montados modelos da Hyundai e da Chery, e outra em Jacareí (SP), que veio com a compra de 50,7% da operação brasileira da fabricante chinesa Chery, o que formou a Caoa Chery.

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Em nota, o grupo afirma que a empresa continua a ser gerida pelos atuais executivos. Mauro Correia é o presidente.

“Dr. Carlos foi médico e um empreendedor magistral, tendo atraído importantes marcas para o portfólio da Caoa, como a Ford, a Hyundai, a Caoa Chery e a Subaru, tendo se tornado um ícone para a indústria automobilística brasileira”, diz o grupo.

O velório será neste sábado no cemitério do Morumbi a partir das 14h30, seguido do sepultamento às 17h30.

O presidente da Fiesp (Federação da Indústria do Estado de São Paulo), Paulo Skaf, divulgou nota de pesar.

“Perdemos hoje um grande brasileiro, Carlos Alberto de Oliveira Andrade, empresário com notável espírito empreendedor, inquieto e que nunca se furtou a enfrentar novos desafios”, disse.

“Deixa como legado uma valiosa contribuição ao país pelo exemplo de sua bem-sucedida trajetória empresarial e os milhões de empregos que gerou ao longo da vida. Meus mais profundos sentimentos à família e aos amigos”.

Oliveira Andrade começou a atuar no segmento automotivo em 1979. Ao comprar um Ford Landau na concessionária Ford de Campina Grande (PB), ele nem chegou a receber o veículo porque a concessionária faliu. Propôs então ficar com a revenda para compensar o pagamento feito pelo Landau. Assim surgiu a Caoa – formada pelas iniciais do nome do fundador.

Em menos de seis anos, a Caoa se tornou a maior revendedora Ford da América Latina.

Em 1992, o Brasil abriu as portas para a importação de veículos, até então não permitida, e a Caoa começou a importar a Renault. Dentro de três anos, a marca francesa passou a liderar o segmento de importados no país, ocupando a quinta posição no mercado em geral.

Em 1998, a Caoa deu início à importação da marca japonesa Subaru. No ano seguinte, foi a vez da sul-coreana Hyundai.

Em 2007, a Caoa criou a sua própria montadora. O empreendimento de R$ 1,2 bilhão foi erguido no distrito agroindustrial de Anápolis.

Hoje, saem da sua linha de produção os modelos Hyundai ix35, New Tucson e as linhas de comerciais leves, HR e HD, além dos veículos da marca Caoa Chery Tiggo5x, Tiggo7 e Tiggo8.

No final de 2017, a Caoa e a chinesa Chery se uniram em acordo para lançar a Caoa Chery, uma nova montadora.

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