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Mulher denuncia que advogado deu ‘golpe’ milionário em pai que passou necessidade e morreu de câncer

Caso teria tido início ainda em 1996, em Anápolis, e só após falecimento da vítima é que a família descobriu a situação

Da Redação Da Redação -
Visão aérea da região Central de Anápolis. (Foto: Bruno Velasco)

Uma moradora de Anápolis está buscando até hoje o desfecho de uma história que começou ainda em 1996, após o pai perder o emprego.

Na ocasião, uma empresa localizada no Centro da cidade acabou falindo e demitiu diversos funcionários, incluindo o genitor da moça.

Diante disso, ele e diversos outros colegas teriam procurado representação legal para buscar os direitos trabalhistas junto à Justiça.

O processo percorreu um longo caminho e teria finalmente, por volta de 2013, dado frutos para parte dos trabalhadores, que relataram receber os devidos montantes.

O homem, no entanto, ouviu do advogado, que também representava outros colegas, que o dinheiro ainda não havia sido enviado e que tomaria mais um tempo.

Em janeiro deste ano, o já idoso trabalhador foi acometido por um grave câncer, que o deixou bastante debilitado e em necessitado de auxílio com o tratamento.

A família voltou a buscar contato com o advogado do caso que, mais uma vez, explicou não poder fazer nada, pois ainda aguardava a chegada do dinheiro.

Em agosto, o pai da mulher acabou falecendo por conta das complicações da doença.

Cansada de esperar, ela contratou outra profissional do Direito para averiguar de vez o que estava acontecendo com o caso.

E teria sido aí o momento-chave de toda a história, pois a advogada teria descoberto que o antigo representante recebeu uma fração considerável de um imóvel comercial em Brasília, como parte do pagamento das dívidas trabalhistas.

Além disso, teria sido exposto também que ele estaria recebendo parcelas de aluguel do local , fruto das diversas ações trabalhistas que ele representava, totalizando uma quantia de quase R$ 2 milhões.

Posteriormente, a vítima percebeu que a façanha foi possível após a assinatura de um documento aparentemente inofensivo, junto de familiares dos outros trabalhadores representados pelo mesmo homem, mas que na verdade dava controle total ao possível golpista sob a condução do processo.

O Portal 6 apurou que o caso foi registrado na Polícia Civil e pode ganhar novos desdobramentos no futuro.

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