Atletas não vacinados do Bayern de Munique podem ter salário reduzido

Regra já está valendo e corte deve ser proporcional ao tempo em que funcionários precisarem cumprir quarentena

Folhapress -
(Foto: Divulgação)

SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) – Um pequeno surto de coronavírus no Bayern de Munique (ALE) pode ter exposto uma crise que até então era tratada internamente pelo clube: o fato de alguns de seus jogadores não estarem vacinados.

No último domingo (21), quatro atletas da equipe foram colocados em quarentena após terem contato com um indivíduo infectado pelo coronavírus. São eles Serge Gnabry, Jamal Musiala, Eric Maxim Choupo-Moting e Michael Cuisance.

Segundo o jornal alemão Bild, o quarteto e também Joshua Kimmich, meio-campista da equipe bávara, se recusaram a tomar a vacina contra a Covid-19.

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Ainda segundo o jornal, os cinco também correm o risco de sofrer cortes nos seus salários por não estarem imunizados.

A Alemanha vem sofrendo uma nova onda de coronavírus nas últimas semanas e, na tentativa de conter o avanço da pandemia, o estado da Baviera (onde fica a cidade de Munique) editou uma lei que permite que empresas cortem o salário de funcionários que se recusarem a tomar a vacina.

E o Bayern, segundo o Bild, está disposto a aplicar essa diretriz nos vencimentos de seus jogadores. De acordo com a regra, que passou a valer em 1º de novembro, o corte deve ser proporcional ao tempo em que os funcionários precisarem cumprir quarentena.

Dos cinco nomes do Bayern que não teriam tomado a vacina, todos já precisaram ser quarentenados desde que a nova lei passou a valer.

Gnabry, Musiala e Choupo-Moting estão em seu segundo isolamento neste mês, por terem tido contato com alguém infectado. Cuisance e Kimmich foram afastados do elenco uma vez. Este último, aliás, já declarou publicamente não ter se vacinado.

O jogador segue o argumento usado por outras estrelas do esporte mundial, como o jogador de futebol americano Aaron Rodgers, algando não saber se a vacina pode ter efeitos colaterais a longo prazo –mesmo os imunizantes tendo eficácia comprovada.

Ainda segundo o Bild, os atletas do Bayern de Munique consideram entrar na Justiça contra o clube caso a redução salarial se concretize.

Em novembro, dois zagueiros do Bayern (Niklas Süle e Josip Stanisic) testaram positivo para Covid-19 e foram isolados. Em ambos os comunicados oficiais, o clube ressaltou que os atletas infectados estavam “totalmente vacinados”. Já nas notícias sobre a quarentena do quinteto, não houve tal informação.

Publicamente, o clube promove campanhas a favor da vacina e inclusive organiza postos de vacinação em seu estádio, a Allianz Arena.

Atualmente, a imunização no país caminha lentamente. O país ultrapassou a marca de 60% da população vacinada no final de agosto, mas, desde então, esse número só avançou até os 68% –segundo dados do Our World In Data.

Já o número de infectados na Alemanha explodiu. A média móvel de novos casos, que chegou a ser de menos de 600 em julho deste ano, atualmente está em quase 50 mil.

O jogador Leroy Sané, do Bayern, que disse estar imunizado e já declarou publicamente ser favorável à vacinação, também afirmou respeitar a decisão dos colegas de não se imunizarem.

“Falei sobre isso com o Serge [Gnabry]. Quero contar com eles no time, são importantes para nós”, afirmou.

O técnico Julian Nagelsmann (que está vacinado) já contraiu a Covid-19 e precisou ficar isolado, mas retornou aos trabalhos no campo recentemente.

O treinador também comentou a situação de seus comandados nesta segunda-feira (22). “Não podemos cometer o erro de deixar os assuntos exteriores afetarem o lado esportivo. Esse barulho é parte do Bayern, sempre foi assim. Claro que não estou feliz com o vazamento de informações internas”, afirmou.

Nesta terça (23), o Bayern terá pela frente o Dínamo de Kiev, pela fase de grupos da Champions League.

A equipe, que tem 100% de aproveitamento nos cinco jogos até aqui na competição e já está classificada às oitavas de final, não poderá contar com os jogadores isolados para o duelo.

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