Goiânia teve inflação maior que o Brasil e a situação em 2022 deve piorar, projeta economista

Dados do IBGE mostram que alta no preço dos combustíveis, gás de cozinha e energia elétrica pressionaram mais que alimentos no bolso dos goianienses

Augusto Araújo -
Centro de Goiânia. (Foto: Divulgação/UFG)

Os consumidores de Goiânia puderam sentir no bolso a disparada nos preços dos produtos no ano passado. Não é para menos: em média, os itens de consumo aumentaram o valor em 10,31% na capital goiana ao longo de 2021.

Segundo dados divulgados nesta terça-feira (11) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatísticas (IBGE), essa elevação nos custos foi pressionada principalmente por três itens básicos: combustíveis (47,88%), gás de cozinha (39,38%) e energia elétrica (21,74%).

Ao Portal 6, o economista Aurélio Troncoso lembrou que o momento da economia é preocupante, especialmente ao levar em consideração às necessidades das populações de baixa renda.

“Esse cidadão precisa pagar por tudo isso e muitas vezes ganhando um salário mínimo. Até houve um reajuste para esse ano [R$ 1.210], seguindo mais ou menos o IPCA, mas há produtos básicos, como o arroz, que subiram mais do que a inflação.

“Até o final do ano, você pode ter certeza que os preços vão continuar a subir e o poder de compra desse salário mínimo vai ter reduzido uns 30%, 40% ” alertou.

Aurélio vê que a população vai ter que “dar um jeito para se virar”, como forma de sobreviver durante essa crise econômica.

Evitar o desperdício, substituir carnes por produtos concorrentes mais baratos, se possível até fazer uma horta no quintal e aproveitar promoções nos comércios foram algumas das sugestões levantadas.

“Teremos que fazer essa mudança de hábito, até entender como que vamos continuar comprando. Daqui para frente, a tendência é que as pessoas passem a comprar menos”, explicou.

Em tempo

Em relação ao Brasil como um todo, a inflação em Goiânia foi ligeiramente maior, visto que o preço médio no país aumentou em 10,06%.

Essa é a maior taxa acumulada no ano desde 2015, quando foi de 10,67%. Esse índice também extrapolou a meta de 3,75% definida pelo Conselho Monetário Nacional para 2021, cujo teto era de 5,25%.

 

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