Diálogo gay de Dumbledore em ‘Animais Fantásticos’ é censurado na China

Com mais de 1,4 bilhões de consumidores, público chinês é considerado um dos mais lucrativos aos estúdios de Hollywood

Folhapress -
Diálogo gay de Dumbledore em ‘Animais Fantásticos’ é censurado na China (Foto: Reprodução)

SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) – Um diálogo com referências a um relacionamento homoafetivo em “Animais Fantásticos: Os Segredos de Dumbledore” foram removidos pelo estúdio Warner Bros. para o lançamento do filme na China.

Os seis segundos tirados do longa, que tem 142 minutos de duração, faziam alusão ao relacionamento entre os personagens Dumbledore –interpretado por Jude Law– e Grindelwald –interpretado por Mads Mikkelsen.

Suprimido a pedido de autoridades chinesas, o diálogo continha as frases: “Porque eu estava apaixonado por você” e “no verão, Gellert e eu nos apaixonamos”. A informação foi revelada pelo portal News.com.au nesta terça.

Autora da saga Harry Potter, da qual “Animais Fantásticos” é um spin-off, J. K. Rowling revelou aos fãs que Dumbledore é gay em 2009, mas os filmes do universo até então não tinham se referido a isso explicitamente.

Ressaltando que, apesar do corte, o espírito do filme permaneceu intacto, a Warner Bros. afirmou em comunicado ao portal News.com.au: “Como um estúdio, nós estamos comprometidos a salvaguardar a integridade de todos os filmes que lançamos, e isso se estende a circunstâncias que levam a realizar cortes específicos para atender sensivelmente a uma variedade de fatores de mercado. Nossa esperança é lançar nossos filmes pelo mundo todo tal como foram feitos por nossos autores, mas historicamente nós temos enfrentado pequenas edições feitas em mercados localizados”.

“Nós queremos que a audiência de todo o mundo possa ver e apreciar esse filme, e é importante para nós que os chineses tenham essa experiência também, apesar dessas edições menores”, disse a empresa.

Com mais de 1,4 bilhões de consumidores, o mercado consumidor chinês atrai os estúdios de Hollywood por ser altamente lucrativo, o que faz com que muitas obras sejam submetidas à censura para poderem estrear no país.

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