Explosão em mesquita no Afeganistão deixa dezenas de vítimas e engrossa série de ataques

Ao menos 20 pessoas morreram ou ficaram feridas e ainda não está clara a autoria do ataque

Folhapress -
Explosão em mesquita no Afeganistão deixa dezenas de vítimas e engrossa série de ataques (Foto: Reprodução/ G1)

SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) – Um dia depois de atentados do Estado Islâmico deixarem dezenas de mortos e feridos no Afeganistão, uma nova explosão atingiu uma mesquita sunita durante as orações nesta sexta-feira (22), em Kunduz, no norte do país.

Ao menos 20 pessoas morreram ou ficaram feridas, segundo Qadri Badri, líder da província, e ainda não está clara a autoria do ataque.

Nesta quinta, uma série de explosões atingiu todo o país, e dois dos atentados foram reivindicados pelo EI. Um deles foi em uma mesquita xiita na cidade de Mazar-e-Sharif, que matou pelo menos 12 pessoas e deixou 58 feridas, segundo o balanço mais recente. Os fundamentalistas afirmaram ter colocado uma bolsa com explosivos dentro da mesquita e acionado o dispositivo quando o local estava cheio de fiéis.

O Talibã anunciou a prisão de um suposto membro do grupo, acusado de ter planejado o atentado. Um afegão identificado como Abdul Hamid Sangaryar foi detido, informou à AFP Asif Waziri, porta-voz da polícia da província de Balkh, da qual Mazar-e-Sharif é capital.

“Ele é o cérebro do ataque de ontem [quinta] contra a mesquita”, disse Waziri, que o apresentou como um quadro importante do EI.

Já a outra ação do grupo nesta quinta causou pelo menos 11 vítimas, entre mortos e feridos, em Kunduz, de acordo com Najeebullah Sahel, autoridade de saúde da província. O alvo foi uma van de mecânicos militares, informou o Ministério do Interior.

A pasta também acrescentou que uma terceira explosão nesta quinta numa rua da capital deixou três feridos, incluindo uma criança, mas não se sabe a autoria deste ataque.

As explosões acontecem durante o mês sagrado islâmico do Ramadã. Ainda nesta semana, outro ataque destruiu uma escola de ensino médio em uma área predominantemente xiita do bairro de Hazara, no oeste de Cabul, a capital, matando pelo menos seis pessoas.

Os governantes do Talibã no Afeganistão afirmam terem aumentado a segurança do país desde que assumiram o poder, em agosto, depois da saída total das tropas americanas do território.

Autoridades e analistas internacionais dizem que o risco de um ressurgimento da militância permanece e, desde então, o grupo extremista reivindicou vários ataques.

O Talibã tenta minimizar a ameaça do Estado Islâmico e luta contra o grupo há anos. O grupo terrorista é acusado de executar ou reivindicar alguns dos atentados mais violentos dos últimos anos no país, como o de maio de 2021 diante de uma escola para meninas em um bairro xiita de Cabul, que matou 85 pessoas.

A comunidade xiita, uma minoria religiosa no Afeganistão, é frequentemente alvo de grupos militantes sunitas como o Estado Islâmico.

Também existe a suspeita de que o grupo esteja por trás do ataque a uma maternidade de Cabul, em maio de 2020, no qual morreram 25 pessoas, incluindo mulheres que estavam próximas do momento do parto.

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