Senador Luiz do Carmo não descarta formar chapa com Marconi Perillo

Parlamentar também reiterou que não lançará candidatura independente

Emilly Viana -
Parlamentar do PSC, ainda sem chapa majoritária, falou busca por espaço na chapa do governador Ronaldo Caiado. (Foto: Reprodução / Portal 6)

O senador Luiz do Carmo (PSC), pré-candidato à reeleição, revelou ter sido convidado para dividir palanque com o ex-governador Marconi Perillo (PSDB). Caso não encontre espaço na chapa majoritária do atual chefe do executivo goiano, Ronaldo Caiado (UB), o parlamentar não descarta uma aliança com peessedebista.

“Eu não quero ser oposição ao governador, mas eu estou procurando o meu caminho”, declarou em sabatina realizada pelo Portal 6 com postulantes aos cargos majoritários no estado.

Apesar de reforçar que deseja seguir ao lado de Caiado, Luiz do Carmo conta que esteve com Marconi na última semana, no entorno de Brasília, quando foi feito o convite. Anteriormente, ele também chegou a publicar uma foto com o ex-governador, mas apagou em seguida.

“Não sou inimigo de ninguém, sou adversário. Fiquei oito anos em oposição ao Marconi na Assembleia, mas ele me chamou para conversar e eu me propus a dialogar. O que também aconteceu com o deputado federal Vitor Hugo (PL)”, acrescenta.

Um dos movimentos do senador para buscar a reeleição foi deixar o MDB, que já tem Daniel Vilela como vice na majoritária, e migrar para o PSC. “Quando o governador chamou o Daniel, eu sabia que ele não ia dar um segundo espaço para o partido na chapa. Então escolhi o PSC, que tem o meu irmão na presidência e deputados de destaque no estado e na Câmara Federal”, justifica.

O parlamentar disse, ainda, que há “chance zero” de lançar uma candidatura independente, como tem articulado o deputado federal Delegado Waldir (UB). “Pedi a avaliação de especialistas e cheguei à conclusão que esse negócio não vai funcionar, porque divide voto na mesma base”, enfatiza.

CPI

Outro assunto comentado por Luiz do Carmo foi criação de Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) do Ministério da Educação (MEC) no Senado.

O parlamentar é contra a investigação. “Eu sou a favor de PCI desde que ela tem uma lógica, já que se roubou, tem que ir pra cadeia. Porém, nesse caso, a Polícia Federal já investigou e prendeu. A CPI não vai ser mais efetiva que a PF”, afirma.

Para ele, há objetivos escusos por trás da ação. “É uma CPI eleitoreira, não quer resolver nada, só tumultuar”, opinou.

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