Autotestes podem representar subnotificação de casos de Covid-19 em Anápolis
Números podem ser subestimados em ocasiões que o paciente não confirme infecção com teste mais preciso
Modalidade permitida desde fevereiro para diagnóstico da Covid-19, os autotestes podem representar subnotificação nos números da pandemia em Anápolis.
Isso porque, de acordo com a Secretaria Municipal de Saúde (Semusa), aqueles que testam positivo não necessariamente informam a pasta.
Os autotestes são vendidos em farmácias, com preços a partir de R$ 30 em Anápolis. Neste modelo, o paciente é quem faz todo o procedimento para verificar uma possível infecção.
Contudo, como explica a diretora de Vigilância Epidemiológica do município, Mirlene Garcia, essa modalidade de teste não é de notificação obrigatória, pois sequer é definitivo.
“O autoteste é uma triagem pessoal. A partir do momento que o caso positiva no autoteste, o paciente tem que realizar um exame que não é considerado autoteste. Ele tem que realizar um teste rápido, PCR, ou qualquer outra coisa dessa natureza, inclusive para ele ter um afastamento”, afirmou.
“Então, o autoteste é uma opção pessoal mesmo de testagem, mas não é válido para confirmação diagnóstica, ele é somente para a pessoa mesmo. Com isso, se ele chega em uma unidade de saúde e diz que fez o autoteste e deu positivo, o profissional não vai atestar esse teste dele, vai retestar o paciente com um teste rápido ou PCR para depois fazer uma avaliação”, destacou.
Para que possa ser contabilizado nos números oficiais da cidade, é essencial que o paciente confirme o diagnóstico oficialmente em algum ponto de atendimento. A partir daí, poderá receber as orientações necessárias a respeito dos cuidados pessoais.
Assim, passa a existir a possibilidade de pessoas infectadas simplesmente apenas cumprirem o isolamento social em casa, sem notificar o resultado positivo para a Secretaria Municipal de Saúde de Anápolis (Semusa).








