Corria e nadava até os 104 anos: brasileira completa 115 anos e entra para o grupo dos mais velhos do mundo
O segredo da longevidade surpreende gerações e atrai olhares de pesquisadores

O campo da longevidade humana acaba de registrar uma marca histórica que coloca o Brasil em grande destaque internacional.
A idosa Beatriz Ferreira Duarte comemorou a chegada dos seus 115 anos de idade cercada pelo carinho de familiares e amigos íntimos.
Residente em Jaboatão dos Guararapes, na Região Metropolitana do Recife, ela conquistou oficialmente o título de segunda pessoa mais velha do país. Além disso, ocupa a sexta posição no ranking mundial de seres humanos mais longevos vivos.
A LongeviQuest atestou e certificou toda essa caminhada de mais de um século. A instituição é especializada em validar documentos de supercentenários em todo o planeta.
Nascida no município de Moreno, em 21 de junho de 1911, a dona de casa atravessou momentos marcantes da história ocidental.
Ela testemunhou os impactos de duas grandes guerras mundiais. Além disso, acompanhou a evolução tecnológica desde o rádio até a internet.
Esporte na rotina e alimentação natural

(Crédito: Reprodução/LongeviQuest)
O grande diferencial na trajetória da idosa envolve a manutenção de uma rotina ativa e cheia de movimentos corporais.
Diferentemente do que muitos imaginam para a terceira idade, a pernambucana manteve hábitos esportivos intensos. Ela praticou corridas e natação até completar 104 anos.
O foco nos exercícios físicos ajudou a proteger a saúde da idosa. Além disso, ela nunca fumou e nunca consumiu bebidas alcoólicas. Por isso, conseguiu evitar diversas doenças associadas ao envelhecimento.
Atualmente, os cuidados com a saúde da matriarca continuam baseados em uma alimentação leve, noites de sono tranquilas e um ambiente familiar afetuoso.
A idosa desfruta do cotidiano escutando suas músicas favoritas. Também acompanha programas de televisão e folheia livros com bastante atenção.
Embora apresente uma fala mais contida nos tempos atuais, ela preserva a lucidez. Além disso, demonstra forte consciência sobre as situações ao seu redor. Segundo familiares, ela também consegue identificar mudanças no clima antes das chuvas.
Toda essa dedicação resultou na formação de uma árvore genealógica robusta. Atualmente, ela já alcança a quarta geração de descendentes diretos.
Ao longo de mais de cinco décadas de casamento com Amaro Cipriano Duarte, falecido em 1990, Beatriz gerou oito filhos.
Hoje, três filhas acompanham de perto a rotina da supercentenária. A família também reúne sete netos, 12 bisnetos e uma tataraneta.
Dessa forma, Beatriz se tornou um exemplo de longevidade e qualidade de vida, mostrando que hábitos equilibrados podem contribuir para uma jornada mais longa e feliz.
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