Anápolis está em alerta máximo para o risco de infecção por Chikungunya

Transmitida pelo vírus Aedes aegypti, a doença já causou morte em Goiás

Isabella Valverde -
Agentes de endemias mantêm visitas regulares para identificar criadouros. (Foto: Semusa)

Anápolis está entre os municípios em alerta no mapa da Secretaria de Estado da Saúde de Goiás (SES) após registrar um aumento de 567% no número de casos de chikungunya.

O município está na lista vermelha da pasta, com 20 casos notificados, dentre os quais cinco já foram confirmados por análises laboratoriais.

Há outras 76 cidades em alerta no estado e uma morte já foi registrada, há duas semanas, em Aparecida de Goiânia.

Anápolis tem alta nas notificações pelo segundo ano seguido. Em 2021, houve 200% de elevação e, agora, o índice chega a 567% com o maior número de casos desde o início do monitoramento.

Entre 2015 e 2020, a cidade sequer teve casos confirmados, embora tenha existido o registro de infecções suspeitas pela SES.

Riscos da doença

Ao Portal 6, o médico infectologista Marcelo Daher lembrou que a doença é transmitida pelo mesmo mosquito vetor de outras infecções virais.

Chikungunya é uma doença viral e precisa de um vetor, no caso o mosquito Aedes aegypti. A doença se enquadra nos mesmos riscos de doenças como dengue, zika e febre amarela, no entanto, não é da mesma família, é um outro problema”, relatou.

Segundo o especialista, todas as pessoas que ainda não foram infectadas estão suscetíveis. No geral, os pacientes apresentam sintomas como febre, dor intensa nas articulações, manchas no corpo que costumam aparecer uns dois ou três dias após o início da febre e causa uma morbidade muito maior.

“O nome chikungunya a tradução é se dobrar. Então, você sente tanta dor que você se dobra, se curva por conta dessa dor”, explicou.

“As pessoas ficam com mais sintomas durante um período de tempo maior. A dor articular pode permanecer por meses ou até mesmo anos. Além disso, as mulheres tendem a ter mais dores articulares do que os homens”, completou.

Marcelo Daher afirmou ainda que a doença pode evoluir para o óbito do paciente, mas os casos são raros.

O profissional da saúde destacou que os meios de prevenção da chikungunya são os mesmos já utilizados contra a dengue, ou seja, eliminar os reservatórios do mosquito Aedes Aegypti.

A diretora de vigilância epidemiológica de Anápolis, Mirlene Garcia, relatou ao Portal 6 que a Secretaria Municipal de Saúde (Semusa) está cuidando dos focos relatados da doença.

“Os bloqueios nos focos quando notificados são realizados frequentemente, dentro da rotina e também de forma imediata”, pontuou.

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