Não é Goiânia, nem Brasília: a cidade do Centro-Oeste que chama atenção pelo crescimento econômico e pela qualidade de vida

Cidade do Mato Grosso transforma força do agronegócio em empregos, investimentos e qualidade de vida e ganha destaque nacional

Gabriel Dias Gabriel Dias -
Lucas do Rio Verde, Cidade que surpreende pela qualidade de vida, no Mato Grosso
(Imagem: Ilustração/Captura de tela/YouTube/Brasil 360)

Enquanto Goiânia e Brasília costumam concentrar os holofotes quando o assunto são grandes cidades do Centro-Oeste, um município de Mato Grosso vem construindo uma trajetória de crescimento que chama atenção no cenário nacional.

Lucas do Rio Verde se tornou referência por combinar expansão econômica, geração de empregos, planejamento urbano e qualidade de vida.

O município conquistou o primeiro lugar entre as cidades de médio porte do Centro-Oeste no ranking de melhores cidades elaborado pela VEJA NEGÓCIOS.

O levantamento considera indicadores relacionados a emprego, renda, educação, saúde, gestão pública e desenvolvimento econômico.

Crescimento econômico impulsionado pelo agronegócio

Localizada em uma das principais regiões produtoras do país, Lucas do Rio Verde conseguiu transformar a força do agronegócio em uma cadeia industrial diversificada.

Desde os anos 2000, investimentos passaram a estimular não apenas a produção agrícola, mas também o processamento de alimentos e a instalação de empresas.

A cidade abriga unidades de grandes grupos do setor, como Amaggi e BRF. A FS, produtora de etanol de milho, também possui operações no município.

A localização às margens da BR-163 é outro diferencial, já que a rodovia funciona como importante corredor para o transporte da produção do Centro-Oeste.

Mercado de trabalho também chama atenção

O avanço econômico teve impacto direto na oferta de empregos. Segundo o levantamento da VEJA NEGÓCIOS, Lucas do Rio Verde liderou, em 2025, a geração de postos de trabalho entre os municípios enquadrados na mesma faixa populacional pelos critérios utilizados no Fundo de Participação dos Municípios.

A expansão da agroindústria também movimentou setores como comércio e serviços, criando um ecossistema econômico que vai além do campo.

Qualidade de vida acompanha expansão

O crescimento não ficou restrito aos indicadores econômicos. Com ruas largas e arborizadas, planejamento urbano e investimentos públicos, a cidade conseguiu associar desenvolvimento à estrutura urbana.

Desde a emancipação, em 1988, a população saltou de pouco mais de 5 mil para mais de 80 mil habitantes. O PIB per capita já ultrapassa R$ 100 mil anuais, aproximadamente o dobro da média brasileira.

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Gabriel Dias

Gabriel Dias

Estudante de Jornalismo na Universidade Federal de Goiás (UFG). Apaixonado por Jornalismo Cultural.

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