‘Cracolândia’ nasce no Centro de Anápolis e preocupa moradores

Quem reside na região diz que instalação de depósito de reciclagem intensificou trânsito de usuários de droga

Lucas Tavares -
Depósito de Reciclagem, no Centro de Anápolis. (Foto: Arquivo Portal 6)

Um depósito de reciclagem localizado na Rua Firmo de Velasco, próximo a Rui Barbosa, no Centro de Anápolis, está causando dor de cabeça nos moradores da região.

É que desde a instalação da fábrica, há três meses, a região ficou tomada por usuários de droga. Os vizinhos contam que eles vão até o galpão para vender produtos que colhem nas ruas.

Um dos moradores da rua, que optou por não se identificar, afirmou que o problema só cresce a cada dia.

“As pessoas que usam drogas estão abordando todos em busca de uma ajuda em dinheiro. Estamos a caminho da formação de uma ‘cracolândia'”, disse ao Portal 6.

“Existe um problema que é social. O Município precisa atuar, ajudar aquelas pessoas, montar um programa de assistência. Não pode fazer de conta que não existe”, completou.

Outra moradora da região relatou estar vivendo uma situação de pânico, onde é preciso tomar cuidado até para sair na porta de casa.

“Nós vivemos em uma rua bem isolada, que virou um reduto de usuários de crack. As pessoas dão dinheiro para não serem assaltadas. Estamos vivendo entre marginais”, afirmou.

A mulher ainda destaca que tentou contato com a postura diversas vezes, já que, segundo ela, o estabelecimento de reciclagem não possui alvará de funcionamento. Mas, até o momento, não obteve sucesso.

“No centro não pode funcionar, precisa de licença. É uma questão sanitária, de saúde pública. Tem uma proliferação de ratos”.

Mesmo com todos esses problemas, ela diz que a vizinhança tem medo de denunciar e sofrer alguma retaliação.

“Todo mundo está com medo de falar alguma coisa. A polícia não está sendo omissa, mas eles não podem fazer nada. O próprio policial disse que um dos usuários tem sete passagens”, concluiu.

Um terceiro morador afirma que a movimentação dos usuários não tem pausa e que desde a abertura do galpão de reciclagem, não se teve mais sossego.

“Três meses atrás era uma oficina e agora estão usando o espaço para recolher todo o material que eles colhem na rua. São 24h por dia, a noite é muito movimentado. Outros vizinhos já chamaram a Polícia inúmeras vezes”.

“Virou ponto de usuários de droga, um acúmulo de lixo e ratos. Não podemos enfrentar isso sozinhos”, concluiu.

Respostas

A reportagem entrou em contato com a proprietária do galpão, mas não obteve sucesso até o fechamento dessa matéria.

Já a Administração Municipal não soube informar a legalidade do imóvel e o funcionamento de uma fábrica de reciclagem no local. Mas afirmou que Diretoria de Postura irá enviar uma equipe ao local para vistoria.

Já a Polícia Militar firmou o compromisso de reforçar a segurança no local. Além de mandar um ofício para a Prefeitura e Corpo de Bombeiros para que questões referentes ao alvará sejam resolvidas.

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