Santa Casa de Anápolis presta contas na Câmara Municipal e mostra que continua com déficit

Recurso extra aprovado recentemente na Casa, embora ajude a mitigar boa parte do déficit, não é suficiente para que os atendimentos do pronto socorro volte

Samuel Leão Samuel Leão -
Câmara de Anápolis
Dirigentes da Fasa, gestora da Santa Casa, participam de sessão na Câmara Municipal de Anápolis. (Foto: Samuel Leão)

“Estamos à beira de um colapso. Não pagamos a folha toda, nossos médicos estão com dois meses de atraso. Entendo o apelo das portas abertas, mas precisamos perceber que hoje as portas estão se fechando. Precisamos sentir a gravidade da situação toda”, apontou o padre Claiton, diretor geral da Santa Casa durante sessão da Câmara Municipal nesta segunda-feira (15).

A fala foi acompanhada de dados apresentados aos vereadores da base do prefeito Roberto Naves (PP), que atribuem à Santa Casa parte da responsabilidade pela crise na saúde do município.

Por ser filantrópica, a Santa Casa presta serviços públicos, mas o que tem ajudado a balancear as contas são os atendimentos privados.

Ainda assim, mensalmente, o hospital apresenta déficit.

Atualmente, o pronto socorro atende apenas pacientes oncológicos, ginecológicos e maternidade.

Conforme a apresentação mostrada por Padre Claiton, manter a Santa Casa como era antes, com urgência e emergência para todas as patologias, gerava um prejuízo de cerca R$ 300 mil mensais.

Ainda conforme o religioso, a Prefeitura de Anápolis foi alertada várias vezes de que a situação era insustentável, mas não houve reação e esse serviço foi descontinuado no final de 2022.

Há uma semana, a Câmara Municipal aprovou repasses extras ao hospital no valor de R$ 250 mil mensais. O recurso extra, embora ajude a mitigar boa parte do déficit, não é suficiente para que os atendimentos do pronto socorro volte.

Mesmo com a exposição detalhada, vereadores como o presidente da Casa, Domingos Paula (PV), mantém a pressão sobre o hospital.

“É importante nos certificarmos da volta do “portas abertas”, pois há um grande repasse por parte da gestão municipal, do qual a população tem o direito de usufruir”, cobrou.

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