Conheça a história de como a energia elétrica chegou em Anápolis
Data que marca os 100 anos da construção da primeira usina na cidade se aproxima e o Portal 6 foi atrás dos detalhes
Chegar em casa, ligar as luzes, sentar para assistir TV, ou mesmo tomar um banho quente. Ações tão corriqueiras no dia a dia que sequer paramos para pensar em todo o processo envolto por trás dessas ações que giram em torno de algo tão essencial na modernidade: a eletricidade.
Acontece que os anapolinos já podem procurar as velas e um bolo em clima de “parabéns”, pois está se aproximando a data que comemora o centenário da chegada da energia elétrica na cidade, que será celebrada já no dia 09 de janeiro de 2024.
Sabendo disso, o Portal 6 buscou informações com o pesquisador da história do município Claudiomir Gonçalves, administrador do perfil @anapolisnarede no Instagram.
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Conforme dito pelo especialista, toda essa trajetória começou ainda em 1922, quando no dia 24 de março, o empresário Francisco Silvério de Faria e o engenheiro Ralf Colemann fundaram a sociedade denominada de Faria & Colemann. Na mesma data, assinaram um contrato com a Intendência e deram início ao planejamento da construção da primeira usina hidrelétrica da cidade.
Dois anos depois, no dia 09 de janeiro de 1924, que a obra foi finalmente inaugurada, com uma rede de energia elétrica e uma ainda precária iluminação pública.
A pequena usina foi posicionada no Córrego das Antas, onde hoje é o Parque Senador Onofre Quinan, no bairro Santa Terezinha.
O serviço, ainda que incipiente, permitiu que a produção agropecuária começasse a ser beneficiada e ganhasse valor agregado. A sede da companhia foi instalada na Rua 6 de Agosto.
Em agosto de 1931, a Faria & Colleman alterou o nome para Empresa Luz e Força de Annapolis Lmt, após a entrada de Achiles de Pina (que viria a presidir a companhia), Dr. Genserico Gonzaga Jayme e Alberico Borges de Carvalho como sócios.
A injeção de capital teve como objetivo possibilitar a construção de uma nova usina hidrelétrica, desta vez no Rio Piancó, para triplicar a capacidade elétrica local.
A nova obra foi inaugurada no dia 1° de janeiro de 1933. À época, capacidade elétrica da nova instalação era de 200 hp e, juntamente com a usina no Córrego das Antas, possibilitou o surgimento de pequenas indústrias fabris na cidade, além de melhorar a iluminação pública.
O contrato assinado entre a prefeitura e a empresa em 1931 previa que a usina deveria estar em funcionamento nos primeiros meses de 1932, porém, o prazo foi prorrogado por duas vezes e a multa prevista foi ignorada pela prefeitura.
Quase 100 anos depois
Apesar de ser impossível pensar na vida sem energia elétrica, e que inegavelmente diversos avanços tenham sido feitos nessa área na cidade, mesmo 100 anos depois, quase em 2024, o serviço está longe de ser um mar de rosas.

São diversas as reclamações acerca do serviço da concessionária de energia (Foto: Divulgação)
Responsável pela concessão do produto no estado, a Equatorial vem sofrendo duras críticas, sendo diversos os relatos de moradores, denunciando falta de luz ou oscilações na rede ao longo do último ano.
Apenas entre agosto e outubro, o Procon Goiás chegou a registrar uma média de 8 reclamações por dia contra a empresa.






