Motorista de aplicativo acusado de arrastar passageira em Goiânia registra denúncia: ‘chamou de preto vagabundo’
Sem aceitar a forma de pagamento exigida, a jovem teria começado a injuriá-lo

O motorista de aplicativo, de 34 anos, acusado de arrastar a auxiliar de escritório Letícia Gonçalves, de 23 anos, na última terça-feira (30), formalizou uma denúncia de calúnia contra a jovem pelas acusações recebidas. O caso aconteceu em Goiânia, no setor Solar Ville.
Ele afirma que, ao chegar no local, informou a passageira o valor da corrida e ela respondeu que havia solicitado a transferência do pagamento para a próxima corrida. O profissional então teria respondido que o aplicativo não conta com essa opção.
Sem aceitar, a jovem teria começado a injuriá-lo, chegando a chamá-lo de “preto vagabundo”. Depois disso, ele conta que ela teria pegado a encomenda, bem no momento que ele saía do local com o carro, de modo que o pacote acabou caindo no chão.
O condutor ainda expressou ter recebido fotos da encomenda após o ocorrido, de modo que arranhões na caixa teriam levantado a suposição do atropelamento. A denúncia foi registrada como calúnia, visto que a jovem passageira expressou publicamente outra versão do caso que o incriminaria, juntamente com imagens de ferimentos e o vídeo do momento que ele arranca com o carro e a derruba.
Ao difundir o ocorrido nas redes, ela espalhou prints com a foto dele e informações do veículo.
Relembre a outra versão
Letícia, em relato publicado nas redes sociais, expôs uma versão diferente da do motorista, contando que solicitou um Uber Entrega em uma loja localizada no mesmo condomínio onde mora, com o objetivo de transportar os produtos até a residência dela.
A jovem afirma que o condutor já demonstrava comportamento nervoso logo nas mensagens trocadas pelo aplicativo para liberação da entrada no condomínio. Segundo ela, a situação se agravou quando abriu a porta dianteira do veículo e informou que tinha apenas uma nota de R$ 100 para pagar a corrida, que custava R$ 6,25.
Ela relata que tentou sugerir o pagamento via Pix ou que o valor fosse deixado para uma próxima corrida, alternativas que, segundo ela, não foram aceitas.
“Ele queria que eu entrasse no carro para trocar o dinheiro, mas, quando eu disse que não, ele segurou as encomendas. Quando fui pegar, ele arrancou”, afirmou.
Ainda de acordo com Letícia, o motorista arrancou com o veículo enquanto ela segurava as caixas, arrastando-a por alguns metros. Assim, ela caiu no chão e as duas caixas de doces – que custaram R$ 240 – acabaram sendo danificadas. Uma câmera de segurança chegou a capturar o momento da arrancada, e a jovem registrou ferimentos no corpo.
Com a palavra, Uber
A Uber lamenta o ocorrido e considera inaceitável o uso de violência. Esperamos que motoristas parceiros e usuários não se envolvam em brigas e discussões e que contatem imediatamente as autoridades policiais sempre que se sentirem ameaçados.
A empresa informa que a conta do motorista foi desativada e que todas as viagens realizadas pela plataforma contam com cobertura de seguro.
A seguradora entrará em contato com a usuária a fim de oferecer apoio. A Uber permanece à disposição das autoridades competentes para colaborar, nos termos da lei.
Siga o Portal 6 no Instagram: @portal6noticias e fique por dentro de tudo o que acontece em Goiânia!








