Aos 8 anos, aluno de escola pública no interior do Brasil vai aos EUA e conquista 3º lugar em competição internacional com jovens superdotados de todo o mundo
Pequeno estudante surpreendeu especialistas durante disputa que reuniu participantes de vários países

Aos 8 anos, Augusto de Paula Bezerra, aluno da rede pública municipal de Baturité, no Ceará, conquistou o terceiro lugar na categoria de Ciências Naturais da Copernicus Global Round 2026, realizada em Houston, nos Estados Unidos.
A competição reuniu estudantes de diferentes países e ocorreu entre 21 e 26 de janeiro, na Universidade Rice. O brasileiro recebeu a medalha de bronze no dia 25 e participou da disputa como um dos competidores mais jovens.
A conquista ganhou ainda mais destaque pela trajetória do menino. Morador da zona rural, Augusto estuda na Escola Municipal de Tempo Integral Eduardo Taveira e já havia obtido medalha de bronze na etapa nacional da Copernicus Natural Science, resultado que garantiu sua vaga para a fase internacional.
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Antes da viagem, a família enfrentou o desafio de reunir recursos para custear a participação. Em dezembro de 2025, o Governo do Ceará e a Prefeitura de Baturité anunciaram apoio para viabilizar a viagem, incluindo despesas relacionadas ao deslocamento e à estadia.
Prova exigiu conhecimento
Na etapa realizada nos Estados Unidos, Augusto foi avaliado em Ciências Naturais, com questões envolvendo áreas como química, física, biologia e astronomia.
O exame tinha perguntas em inglês acompanhadas de tradução, mas, segundo a mãe, Vaneuda Almeida de Paula, o menino preferia consultar a versão original porque já tinha familiaridade com o idioma.
O resultado garantiu ao estudante brasileiro um lugar entre os destaques da competição internacional.
Emoção após a medalha
O desempenho durante a prova foi marcado pela tranquilidade, mas a reação mudou quando chegou o momento da premiação.
Segundo relatos da família divulgados pela imprensa cearense, Augusto chorou de alegria depois de receber a medalha e teve dificuldade para explicar a emoção.
A história do estudante também chama atenção para o papel da escola pública, da família e do apoio institucional na criação de oportunidades para crianças com altas habilidades.
Desde pequeno, o menino já apresentava sinais de desenvolvimento acima da média e, segundo relatos anteriores da mãe, aprendeu a ler ainda aos 2 anos.
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