Nova lei define quais motoristas não vão precisar mais pagar pedágio nas rodovias brasileiras

Novas diretrizes para concessões rodoviárias podem beneficiar categorias específicas que dependem das malhas viárias

Magno Oliver Magno Oliver -
Nova lei define quais motoristas não vão precisar mais pagar pedágio nas rodovias brasileiras
(Foto: Reprodução/Fernando Frazão/Agência Brasil)

A infraestrutura logística brasileira, marcada pela forte dependência do modal rodoviário, enfrenta um debate decisivo na Câmara dos Deputados com o avanço do Projeto de Lei 7026/25.

O cenário histórico de altas tarifas de pedágio tem sido um dos principais gargalos para o escoamento de safras e para a viabilidade econômica do transporte individual de passageiros.

Nesse contexto, a proposta surge como uma tentativa de reforma na política de concessões, visando desonerar o setor produtivo e os serviços de mobilidade, reconhecendo a estrada não apenas como um caminho, mas como o principal instrumento de trabalho de milhares de cidadãos brasileiros.

O cerne da proposta legislativa estabelece a isenção total da tarifa de pedágio para motoristas que comprovem a utilização do veículo exclusivamente para fins laborais remunerados.

De acordo com o texto do PL 7026/25, o benefício contempla categorias fundamentais: caminhoneiros autônomos, taxistas e motoristas vinculados a aplicativos de transporte.

Para garantir o cumprimento da medida sem comprometer o equilíbrio financeiro das concessionárias, a lei prevê mecanismos de identificação técnica dos veículos cadastrados nos órgãos reguladores, assegurando que o incentivo seja aplicado estritamente a quem transporta cargas ou pessoas de forma profissional, eliminando custos que hoje impactam o preço final ao consumidor.

Atualmente, o projeto segue o rito de tramitação nas comissões de Viação e Transportes e de Constituição e Justiça, onde são analisados os impactos orçamentários e a viabilidade jurídica da proposta.

A Câmara dos Deputados reforça que a matéria é tratada com prioridade em virtude da pressão inflacionária nos fretes nacionais.

O desfecho esperado por especialistas é que a medida, se aprovada, gere um efeito cascata positivo na economia, reduzindo o valor dos produtos nas gôndolas e aumentando a margem de lucro dos profissionais autônomos, que hoje destinam parcela significativa de seus ganhos às cancelas de pagamento nas estradas federais e estaduais.

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Magno Oliver

Magno Oliver

Jornalista formado pela Universidade Federal de Goiás. Escreve para o Portal 6 desde julho de 2023.

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