O detalhe no pneu do seu carro que pode render multa de R$ 195 e apreensão imediata do veículo
Saiba qual medição específica pode transformar seu trajeto diário em um grande prejuízo
A segurança viária nas rodovias e centros urbanos do país passa, obrigatoriamente, pelo estado de conservação dos componentes de rodagem, elemento vital para a aderência e estabilidade.
O Conselho Nacional de Trânsito (CONTRAN), por meio da Resolução 913/22, estabelece critérios rígidos para a circulação de veículos, visando reduzir sinistros causados por falhas mecânicas ou desgaste excessivo.
De acordo com as normas vigentes, a profundidade dos sulcos dos pneus não pode ser inferior a 1,6 milímetros, medida verificada através do indicador TWI (Tread Wear Indicator), que são pequenos ressaltos de borracha localizados no fundo dos canais da banda de rodagem.
Quando o desgaste atinge esse limitador, o item é tecnicamente considerado “careca”, perdendo a capacidade de drenagem de água e aumentando exponencialmente o risco de aquaplanagem e colisões.
Conduzir o automóvel em mau estado de conservação, comprometendo a segurança, é classificado pelo Artigo 230, inciso XVIII, do Código de Trânsito Brasileiro (CTB) como uma infração de natureza grave.
O condutor flagrado nessas condições está sujeito a uma penalidade financeira de R$ 195,23, além de acumular cinco pontos na Carteira Nacional de Habilitação (CNH).
Entretanto, o desdobramento mais severo para o cotidiano do motorista é a medida administrativa de retenção do veículo para regularização.
Na prática, se a irregularidade não puder ser sanada no local da abordagem, o que exigiria a troca imediata por um pneu novo ou reserva em condições ideais, o carro é removido para o pátio credenciado, gerando custos adicionais com guincho e diárias de custódia.
A Polícia Rodoviária Federal (PRF) reforça que a inspeção visual preventiva é o método mais eficaz para evitar transtornos jurídicos e garantir a integridade física dos ocupantes.
Atualizações recentes nos protocolos de fiscalização permitem que agentes utilizem o paquímetro, um instrumento de precisão, para atestar a irregularidade de forma técnica e incontestável durante as blitze.
Portanto, o monitoramento constante do desgaste não deve ser visto apenas como uma obrigação burocrática, mas como um investimento na preservação do patrimônio e da vida.
Manter a manutenção em dia e respeitar os indicadores de substituição assegura que o veículo permaneça em circulação, livre de sanções que impactam diretamente o orçamento e a mobilidade do cidadão.
Siga o Portal 6 no Google News e fique por dentro de tudo!







