Qual a média do ganho de um entregador no iFood, Rappi e Zé Delivery? Veja os ganhos por hora em 2026
Valores surpreendentes surgem após recentes debates sobre a valorização do serviço nas ruas

A rotina de quem trabalha com entregas por aplicativo no Brasil começou a mudar em 2026. Isso porque o setor entrou em um novo momento, marcado principalmente por propostas de regulamentação e maior transparência nas plataformas, o que impacta diretamente no bolso dos trabalhadores.
Antes, muitos entregadores reclamavam da falta de clareza sobre quanto realmente ganhavam por corrida. Agora, no entanto, com discussões como a criação de um piso mínimo de R$ 10 por entrega e novas regras de transparência algorítmica, os valores começam a ficar mais previsíveis.
Além disso, dados recentes ajudam a entender melhor quanto é possível faturar em cada aplicativo, considerando tanto ganhos brutos quanto líquidos, já descontando custos como combustível e manutenção.
Quanto ganha um entregador do iFood
No caso do iFood, levantamentos mais recentes mostram que a média bruta por hora trabalhada gira em torno de R$ 31,33. No entanto, após considerar despesas operacionais, como combustível e desgaste do veículo, o rendimento líquido tende a cair levemente, ficando próximo de R$ 28 por hora.
Mesmo assim, o aplicativo segue como um dos mais atrativos do mercado, principalmente em grandes cidades, onde a alta demanda permite maior volume de entregas ao longo do dia. Com estratégia e atuação em horários de pico, muitos profissionais conseguem ampliar significativamente o faturamento mensal.
Quanto ganha um entregador da Rappi
Já na Rappi, o modelo de remuneração varia por entrega, com valores que geralmente ficam entre R$ 6 e R$ 15, dependendo da distância, da demanda e do horário.
Com isso, entregadores que trabalham em jornada integral conseguem alcançar faturamentos diários de até R$ 225, especialmente em períodos de maior movimento, como noites e finais de semana. Dessa forma, o ganho mensal pode variar bastante conforme a dedicação e a estratégia adotada pelo profissional.
Quanto ganha um entregador do Zé Delivery
No Zé Delivery, o funcionamento é um pouco diferente, já que o modelo envolve parceria direta com estabelecimentos comerciais. Nesse cenário, a taxa média por entrega gira em torno de R$ 8.
Além disso, o aplicativo oferece bônus por pontualidade e desempenho, o que ajuda a aumentar os ganhos ao longo do mês. Em regiões com maior concentração de pedidos, é possível atingir uma renda mensal entre R$ 2.500 e R$ 3.000.
Transparência e novas regras mudam o setor
A principal mudança de 2026 está na obrigatoriedade de transparência algorítmica. A partir de agora, as plataformas devem informar claramente qual parte do valor pago pelo cliente fica com a empresa e quanto é repassado ao entregador.
Segundo o Ministério do Trabalho e Emprego, a medida busca equilibrar a autonomia dos profissionais com uma rede mínima de proteção social. Isso inclui, por exemplo, a possibilidade de acesso à Previdência, algo que vinha sendo debatido há anos pela categoria.
Estratégias podem aumentar os ganhos
Outro ponto que chama atenção é o avanço de novos modelos de operação, como o sistema “+Entregas”. Nele, entregadores que aceitam rotas otimizadas pelo aplicativo conseguem aumentar os ganhos em até 40%, já que realizam mais corridas em menos tempo.
Além disso, quem atua em grandes centros urbanos pode ter rendimentos ainda maiores. Em cidades como São Paulo, por exemplo, um motoboy pode ultrapassar R$ 5.000 mensais ao focar em horários de pico, especialmente entre quinta-feira e domingo.
Por fim, propostas como o pagamento de R$ 2,50 por quilômetro rodado após o quarto quilômetro também reforçam a valorização da atividade. Assim, o trabalho por aplicativo se consolida como uma importante fonte de renda, mas agora com maior pressão por condições mais justas e sustentáveis.
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