Após 100 anos, ave rara e belíssima dada como extinta é redescoberta

Expedição científica confirma que espécie considerada perdida ainda resiste em território remoto isolado

Magno Oliver Magno Oliver -
Após 100 anos, ave rara e belíssima dada como extinta é redescoberta
(Foto: Reprodução / Youtube)

A ciência vive um momento histórico com o ressurgimento do papagaio-noturno (Pezoporus occidentalis), uma das aves mais esquivas e enigmáticas do planeta.

Considerado extinto por quase um século, este pequeno pássaro de plumagem verde-amarelada habita as densas vegetações do interior da Austrália, escondendo-se durante o dia e agindo sob o manto da escuridão.

O desafio de protegê-lo sempre foi imenso, dada a sua natureza mítica e os raros registros oficiais, o que levou pesquisadores e comunidades locais a lançarem uma força-tarefa no território Ngururrpa para desvendar seu paradeiro e garantir sua sobrevivência.

Tecnologia e persistência

A partir da metade desta década, entre 2020 e 2023, a resposta para o mistério finalmente se consolidou por meio de uma metodologia rigorosa.

Em vez de buscas visuais aleatórias, cientistas e guardas florestais indígenas utilizaram gravadores de áudio de alta resistência e câmeras de monitoramento em pontos estratégicos.

A confirmação veio através de vocalizações características capturadas pelos dispositivos, provando que a espécie não apenas existe, mas mantém nichos de reprodução em áreas preservadas.

Este esforço conjunto permitiu mapear onde esses animais vivem e identificar as principais ameaças, como predadores invasores e incêndios florestais.

Estratégias de preservação

A redescoberta do papagaio-noturno impulsionou novas políticas de conservação que unem o conhecimento milenar dos povos originários à biotecnologia.

Atualmente, os dados coletados servem para criar zonas de exclusão de predadores, como gatos ferais, e gerir a queima controlada de pastagens para proteger os ninhos.

Fontes oficiais da ornitologia internacional reforçam que a sobrevivência da espécie depende agora da manutenção desses santuários isolados. O retorno desta ave, que já foi um fantasma na história natural, simboliza uma nova era de esperança para a biodiversidade global e para o combate à extinção.

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Magno Oliver

Magno Oliver

Jornalista formado pela Universidade Federal de Goiás. Escreve para o Portal 6 desde julho de 2023.

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