Adeus, telhados comuns: França, Alemanha e Japão passam a exigir novo tipo de telhado que ajuda na conta de luz e no clima da cidade

Mudança em grandes centros urbanos mostra como construções podem influenciar conforto, economia e qualidade de vida

Layne Brito -
Adeus, telhados comuns
(Foto; Reprodução/Pexels)

Durante muito tempo, os telhados foram vistos apenas como uma parte funcional das construções. Serviam para proteger imóveis da chuva, do sol e do vento, sem grande protagonismo nas discussões sobre planejamento urbano.

No entanto, com cidades cada vez mais quentes, contas de energia mais pesadas e a busca por soluções sustentáveis, essa estrutura começou a ganhar uma nova importância.

O que antes ficava escondido no alto dos prédios agora passou a ser tratado como peça estratégica para melhorar o ambiente urbano.

Em diferentes regiões do mundo, governos e administrações locais começaram a rever a forma como novos imóveis devem ser construídos.

A ideia é aproveitar áreas antes subutilizadas para reduzir calor, melhorar o isolamento térmico e tornar os edifícios mais eficientes.

É nesse contexto que entram os telhados verdes, também conhecidos como coberturas vivas.

A solução consiste no uso de vegetação sobre a estrutura dos prédios, criando uma camada natural capaz de ajudar no controle da temperatura e na retenção da água da chuva.

Na França, novas construções em zonas comerciais passaram a ter regras que exigem parte da cobertura com plantas ou painéis solares.

A medida busca tornar os prédios mais sustentáveis e reduzir impactos ambientais nas cidades.

No Japão, a regra ganhou força especialmente em Tóquio.

A capital exige áreas verdes em telhados ou no terreno em novas construções e reformas acima de determinados tamanhos, como forma de combater o calor urbano e ampliar a presença de vegetação.

Já na Alemanha, cidades como Hamburgo adotaram estratégias para incentivar telhados verdes em prédios residenciais e comerciais, com subsídios e políticas voltadas à adaptação climática.

Além de deixar os imóveis mais modernos, esse tipo de cobertura pode ajudar a diminuir a temperatura interna dos ambientes.

Com isso, o uso de ar-condicionado tende a ser menor em alguns casos, o que pode refletir na conta de luz.

Outro benefício está no impacto coletivo.

Ao reduzir o calor acumulado nas superfícies urbanas, as coberturas vivas ajudam a amenizar as chamadas ilhas de calor, fenômeno comum em grandes centros com muito concreto e pouca vegetação.

Embora ainda não seja uma realidade comum em todos os países, a tendência mostra uma mudança importante na construção civil.

O telhado, antes apenas um detalhe arquitetônico, começa a ser visto como aliado na economia, no conforto e no futuro das cidades

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Layne Brito

Estudante de jornalismo na Universidade Evangélica de Goiás (UniEVANGÉLICA) e engenheira agrônoma, curiosa e sempre em busca de aprender, observar e contar histórias.

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