Bate-boca entre Major Araújo e Amauri Ribeiro termina com ameaça de morte na Alego
Sessão precisou ser encerrada devido ao risco iminente de agressão física entre deputados

Os deputados estaduais Major Araújo (PL) e Amauri Ribeiro (PL) protagonizaram um confronto que forçou o encerramento da sessão plenária na Assembleia Legislativa de Goiás (Alego), nesta quinta-feira (07).
Com apenas 30 minutos de trabalho, a Polícia Legislativa precisou intervir para retirar os parlamentares do plenário Iris Rezende sob escolta, após a troca de ofensas evoluir para ameaças de morte.
A tensão atingiu o ápice quando Major Araújo, da tribuna, rebateu provocações de Ribeiro. Em meio aos gritos, Amauri disparou: “Não deixa eu por a mão em você não”.
O Major reagiu imediatamente, afirmando que, caso o colega o encostasse, “amanhã amanheceria morto”. Diante do risco iminente de agressão física, o presidente da Casa, Bruno Peixoto (UB), encerrou as atividades do dia.
Antes da confusão propriamente dita, Araújo utilizou seu tempo de fala para rotular a atuação de Amauri Ribeiro como “direita trans” e o comparou à ex-deputada federal Joice Hasselmann, sugerindo que o parlamentar age contra os próprios colegas.
A fúria de Amauri Ribeiro, que acompanhava o discurso de sua cadeira, tem origem em críticas feitas por ele ainda na quarta-feira (06).
Na ocasião, Ribeiro havia questionado publicamente o senador Wilder Morais, pré-candidato ao governo de Goiás pelo PL, por sua ausência na votação que barrou a indicação de Jorge Messias ao Supremo Tribunal Federal (STF).
Antes da confusão que interrompeu a sessão, Ribeiro ocupou a tribuna para desqualificar o rival, chamando-o de “soldadinho de brinquedo”.
“Tive que desmarcar para responder suas canalhices. Pela boca de quem o senhor está falando sobre disputas internas do PL. É questão que já foi resolvida”, declarou Ribeiro, alegando ainda que Araújo não possui prestígio dentro da sigla por não ter sido convidado para eventos técnicos onde o senador Wilder Morais estaria presente.
Após a saída escoltada dos parlamentares e o esvaziamento do plenário, a Mesa Diretora não confirmou se os deputados enfrentarão representações no Conselho de Ética pela conduta que paralisou o Legislativo goiano.
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