Polícia Civil desarticula esquema milionário montado por família que vendia canetas emagrecedoras em Goiás

Ao todo, são 10 investigados, sendo que as autoridades bloquearam R$ 1 milhão em bens de cada um

Davi Galvão Davi Galvão -
Operação do Geic mirou famílias que comercializavam canetas emagrecedoras. (Foto: Divulgação)
Operação do Geic mirou famílias que comercializavam canetas emagrecedoras. (Foto: Divulgação)

Uma família que lucrava com a venda ilegal de “canetas” e outros medicamentos de emagrecimento sem origem lícita foi o alvo da segunda fase da Operação Biofraude, deflagrada pela Polícia Civil de Goiás nesta quinta-feira (07).

A Justiça determinou o bloqueio de R$ 1 milhão em bens e contas bancárias de cada um dos dez investigados, suspeitos de movimentar altas cifras com substâncias que colocam em risco a saúde dos consumidores.

A ofensiva, coordenada pelo Grupo Especial de Investigações Criminais (Geic) de Mineiros, mobilizou agentes para o cumprimento dos mandados de busca e apreensão.

Além da cidade sede da investigação, as equipes atuaram em Goiânia, Brasília (DF) e Paranaguá (PR). Durante as buscas, os policiais apreenderam aparelhos eletrônicos e documentos que devem detalhar a logística de fabricação e escoamento dos produtos.

As investigações revelam que mãe e irmãos dos principais suspeitos operavam de forma coordenada, dividindo tarefas que iam desde a produção das canetas até o envio aos compradores.

A PC também identificou que a estrutura não se limitava apenas ao crime contra a saúde pública, mas também avançava para a ocultação de bens.

Análises bancárias mostraram repasses frequentes de valores entre as contas dos parentes. Para os investigadores, essa dinâmica era utilizada para tentar dar aparência de legalidade ao dinheiro oriundo do mercado clandestino e dificultar o rastreamento do patrimônio pela polícia.

Com o material coletado nesta fase da operação, o Geic de Mineiros pretende aprofundar as diligências técnicas.

O foco agora é cruzar as informações dos dispositivos apreendidos com os dados financeiros já obtidos. A expectativa é que o procedimento investigativo seja finalizado nos próximos dias, consolidando as provas contra a organização criminosa.

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Davi Galvão

Davi Galvão

Jornalista formado pela Universidade Federal de Goiás. Atua como repórter no Portal 6, com base em Anápolis, mas atento aos principais acontecimentos do cotidiano em todo o estado de Goiás. Produz reportagens que informam, orientam e traduzem os fatos que impactam diretamente a vida da população.

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