Quanto o ar-condicionado consome de energia e quais os melhores horários para deixá-lo ligado

Hábitos de uso, eficiência do aparelho e tipo de tarifa ajudam a explicar por que o ar-condicionado pesa mais em algumas contas

Gustavo de Souza Gustavo de Souza -
Morador do apartamento de baixo cansa do pingo d'água e do barulho do ar-condicionado do vizinho, leva a queixa ao condomínio e o regimento interno pode obrigar a retirada do aparelho
(Foto: Reprodução)

Com o calor mais forte, o ar-condicionado passa a fazer parte da rotina de muitas casas. O conforto, porém, costuma vir acompanhado de uma preocupação: o impacto que o aparelho pode causar na conta de energia.

Esse gasto não depende apenas do tempo em que ele fica ligado. Também entram na conta a potência do equipamento, a eficiência energética, a temperatura escolhida, a vedação do ambiente e a tarifa aplicada pela distribuidora.

Uma forma simples de estimar o consumo é multiplicar a potência do aparelho, em quilowatts, pelas horas de uso e pelos dias de funcionamento. Um equipamento com demanda média de 1 kW, ligado 8 horas por dia durante 30 dias, pode consumir cerca de 240 kWh no mês.

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O número, no entanto, varia conforme o modelo. Aparelhos inverter, por exemplo, tendem a ajustar o compressor de acordo com a necessidade de refrigeração, o que pode reduzir o consumo em comparação aos modelos de rotação fixa.

Por isso, o Inmetro recomenda observar a Etiqueta Nacional de Conservação de Energia antes da compra. Ela permite comparar a eficiência dos aparelhos e ajuda o consumidor a escolher modelos que gastam menos.

Sobre os melhores horários, a resposta depende da modalidade tarifária. Na tarifa convencional, comum nas residências, o valor do kWh não muda ao longo do dia.

Já na Tarifa Branca, da Aneel, há períodos de ponta, intermediário e fora de ponta. Nesse caso, usar o aparelho fora do horário de maior cobrança pode fazer diferença.

A orientação é consultar a distribuidora local para saber os intervalos exatos. Além disso, manter portas e janelas fechadas, limpar filtros e evitar temperaturas muito baixas ajudam a reduzir o esforço do equipamento.

Segundo a Empresa de Pesquisa Energética, o ar-condicionado já está entre os aparelhos de maior impacto no consumo residencial. Por isso, economia depende menos de um número fixo e mais da forma como o equipamento é usado.

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Gustavo de Souza

Gustavo de Souza

Estudante de jornalismo na Universidade Federal de Goiás (UFG) e repórter do Portal 6.

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