Fábrica de temperos é interditada pela Vigilância Sanitária após fiscalização identificar falta de alvará e outras irregularidades

Fiscalização encontrou problemas estruturais e sanitários em imóvel usado para produção de temperos no interior da Bahia

Gustavo de Souza Gustavo de Souza -
Fábrica de temperos é interditada pela Vigilância Sanitária após fiscalização identificar falta de alvará e outras irregularidades
(Foto: Divulgação/Prefeitura Municipal de Vitória da Conquista)

Uma fiscalização em uma fábrica de temperos no povoado Pé de Galinha, em Vitória da Conquista (BA), terminou com a interdição total do estabelecimento. A ação ocorreu na quinta-feira do dia 28 de maio, e foi conduzida pela Coordenação de Vigilância Sanitária e Ambiental (Visa).

Segundo a Prefeitura de Vitória da Conquista, a vistoria foi motivada por uma denúncia encaminhada pelo Ministério Público do Estado da Bahia (MPBA). Ao chegarem ao local, os agentes encontraram uma série de falhas consideradas incompatíveis com a produção segura de alimentos.

Entre os principais problemas, a equipe identificou que a fábrica funcionava sem alvará sanitário. O estabelecimento também não possuía alvará de funcionamento, conforme informou o coordenador da Vigilância Sanitária, Maico Mares.

A fiscalização ainda apontou ausência de espaços exclusivos para produção e armazenamento dos temperos. No mesmo ambiente em que os alimentos eram manipulados, os agentes encontraram ferramentas e materiais inservíveis.

Outro ponto que chamou atenção foi a reutilização de sacarias, além da presença de fezes de animais de estimação na área de transbordo. O imóvel também não tinha projeto arquitetônico adequado para a atividade.

Diante das irregularidades, a Visa lavrou um auto de interdição. A fábrica, cujo nome não foi divulgado, deverá permanecer fechada até que os responsáveis para tentar regularizar a situação.

No local, a Vigilância Sanitária estimou a existência de cerca de nove toneladas de produtos entre matéria-prima e itens que seriam destinados à distribuição. Todo o material foi apreendido de forma cautelar e permaneceu dentro do imóvel interditado.

De acordo com Maico Mares, denúncias sobre o funcionamento do espaço eram recebidas desde setembro do ano passado. Ele afirma que o local apresentava alto risco de contaminação e não reunia condições para produzir alimentos.

As regras sanitárias para estabelecimentos do setor exigem estrutura adequada, higiene, armazenamento correto e controle dos processos de produção. A fiscalização busca impedir que produtos sem segurança cheguem ao consumidor.

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Gustavo de Souza

Gustavo de Souza

Estudante de jornalismo na Universidade Federal de Goiás (UFG) e repórter do Portal 6.

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