Fábrica de temperos é interditada pela Vigilância Sanitária após fiscalização identificar falta de alvará e outras irregularidades
Fiscalização encontrou problemas estruturais e sanitários em imóvel usado para produção de temperos no interior da Bahia

Uma fiscalização em uma fábrica de temperos no povoado Pé de Galinha, em Vitória da Conquista (BA), terminou com a interdição total do estabelecimento. A ação ocorreu na quinta-feira do dia 28 de maio, e foi conduzida pela Coordenação de Vigilância Sanitária e Ambiental (Visa).
Segundo a Prefeitura de Vitória da Conquista, a vistoria foi motivada por uma denúncia encaminhada pelo Ministério Público do Estado da Bahia (MPBA). Ao chegarem ao local, os agentes encontraram uma série de falhas consideradas incompatíveis com a produção segura de alimentos.
Entre os principais problemas, a equipe identificou que a fábrica funcionava sem alvará sanitário. O estabelecimento também não possuía alvará de funcionamento, conforme informou o coordenador da Vigilância Sanitária, Maico Mares.
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A fiscalização ainda apontou ausência de espaços exclusivos para produção e armazenamento dos temperos. No mesmo ambiente em que os alimentos eram manipulados, os agentes encontraram ferramentas e materiais inservíveis.
Outro ponto que chamou atenção foi a reutilização de sacarias, além da presença de fezes de animais de estimação na área de transbordo. O imóvel também não tinha projeto arquitetônico adequado para a atividade.
Diante das irregularidades, a Visa lavrou um auto de interdição. A fábrica, cujo nome não foi divulgado, deverá permanecer fechada até que os responsáveis para tentar regularizar a situação.
No local, a Vigilância Sanitária estimou a existência de cerca de nove toneladas de produtos entre matéria-prima e itens que seriam destinados à distribuição. Todo o material foi apreendido de forma cautelar e permaneceu dentro do imóvel interditado.
De acordo com Maico Mares, denúncias sobre o funcionamento do espaço eram recebidas desde setembro do ano passado. Ele afirma que o local apresentava alto risco de contaminação e não reunia condições para produzir alimentos.
As regras sanitárias para estabelecimentos do setor exigem estrutura adequada, higiene, armazenamento correto e controle dos processos de produção. A fiscalização busca impedir que produtos sem segurança cheguem ao consumidor.
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