Nova regra fiscal passa a valer para 11 mil empresas em Goiás; entenda a mudança
Obrigação conecta pagamentos eletrônicos à emissão de notas fiscais e amplia o controle sobre as operações comerciais realizadas no estado

Cerca de 11 mil empresas goianas passaram a seguir uma nova exigência fiscal a partir desta segunda-feira (1º).
A medida determina a integração obrigatória entre os meios eletrônicos de pagamento e a emissão de documentos fiscais para negócios com faturamento anual superior a R$ 4,8 milhões.
Com a mudança, pagamentos realizados por cartão de crédito, cartão de débito, PIX e outras modalidades eletrônicas passam a ser vinculados automaticamente à emissão da Nota Fiscal Eletrônica (NF-e) ou da Nota Fiscal de Consumidor Eletrônica (NFC-e).
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Na prática, cada transação registrada em máquinas de cartão ou plataformas digitais será comunicada automaticamente ao sistema emissor de notas fiscais da empresa.
A intenção é assegurar que todas as vendas sejam devidamente registradas e informadas ao Fisco, aumentando a transparência e o controle das operações comerciais.
A Secretaria da Economia de Goiás afirma que a iniciativa faz parte do processo de modernização da administração tributária estadual e também prepara o ambiente de negócios para as mudanças previstas na Reforma Tributária.
Além de ampliar a rastreabilidade das transações, o novo modelo busca reduzir divergências entre os valores efetivamente recebidos pelas empresas e aqueles declarados aos sistemas fiscais.
A expectativa é fortalecer o combate à sonegação, aumentar a segurança jurídica e facilitar futuras adaptações ao novo sistema tributário nacional.
A exigência deveria ter entrado em vigor em março deste ano, mas o prazo foi prorrogado duas vezes para permitir que as empresas realizassem as adequações tecnológicas necessárias. A última alteração foi estabelecida pela Instrução Normativa nº 1.608/25, que transferiu o início da obrigatoriedade para 1º de junho de 2026.
Empresas que ainda não concluíram a adaptação precisam atualizar seus sistemas de gestão, softwares emissores de documentos fiscais e plataformas de pagamento eletrônico para evitar problemas de conformidade tributária.
A implantação da integração começou em novembro de 2025. Na primeira etapa, a obrigatoriedade alcançou supermercados, hipermercados, farmácias e postos de combustíveis com faturamento anual superior a R$ 4,8 milhões. Agora, a regra passa a valer para os demais segmentos econômicos enquadrados nessa faixa de receita.
Entre os principais impactos está a redução de processos manuais na emissão de documentos fiscais. Com a sincronização automática entre pagamento e nota fiscal, a tendência é diminuir falhas operacionais e aumentar a confiabilidade das informações prestadas ao Fisco.
Por outro lado, empresas que ainda utilizam sistemas antigos ou sem integração tecnológica poderão ter de investir em atualização de softwares e adequação de processos internos.
A medida coloca Goiás entre os estados que avançam na digitalização do controle tributário, movimento que ganha força em todo o país diante da expansão dos meios de pagamento eletrônicos e da implementação da Reforma Tributária.
As próximas etapas da obrigatoriedade já têm data definida. Em 1º de setembro de 2026, a integração passará a valer para Empresas de Pequeno Porte (EPPs), com faturamento anual entre R$ 360 mil e R$ 4,8 milhões. Já em 1º de dezembro de 2026, a exigência será estendida às microempresas com faturamento anual de até R$ 360 mil.
Os Microempreendedores Individuais (MEIs) permanecem dispensados da obrigação.
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