Salário por hora: fim da escala 6×1 faz comércio recorrer a novos modelos de contratação
Mudança na jornada semanal pressiona comércio e serviços a estudar alternativas para manter operações sem ampliar custos de forma brusca

O avanço da proposta que põe fim à escala 6×1 no Congresso já acendeu um alerta em setores que dependem de funcionamento contínuo. Comércio, serviços, bares, restaurantes, supermercados e hotéis começaram a discutir como manter as portas abertas com mais dias de folga para os trabalhadores.
A Proposta de Emenda à Constituição aprovada pela Câmara dos Deputados reduz a jornada semanal de 44 para 40 horas, sem corte salarial. O texto ainda precisa passar pelo Senado e, caso seja aprovado, terá transição gradual até a aplicação completa das novas regras.
Novas escalas em discussão
No Espírito Santo, dados do Ministério do Trabalho e Emprego apontam que mais de 212 mil trabalhadores atuam hoje na escala 6×1. Com a possível mudança, empresas avaliam alternativas para cobrir folgas e evitar redução no atendimento ao público.
Entre os modelos em debate está a contratação por hora, especialmente para reforçar equipes em dias de maior movimento, fins de semana e horários de pico. A discussão também envolve o trabalho intermitente, modalidade já prevista na legislação trabalhista.
Custo preocupa empresas
Entidades ligadas a bares, restaurantes, supermercados e hotéis avaliam que a redução da jornada pode exigir mais contratações para manter o mesmo ritmo de operação. A preocupação é maior em negócios que funcionam por longos períodos ou todos os dias da semana.
Representantes do setor produtivo defendem que o tema seja acompanhado de regras claras de transição e de modelos flexíveis de contratação.
Já os defensores da proposta afirmam que a mudança pode melhorar a qualidade de vida, ampliar o descanso semanal e modernizar as relações de trabalho.
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